A Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, através do Instituto Água e Terra (IAT), está se preparando para implementar três novos projetos de educação ambiental a partir de 2026. Essas iniciativas visam aumentar a conscientização da população sobre a importância da preservação ambiental.
Os novos projetos são resultado do trabalho do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do IAT e terão início no segundo semestre deste ano. São eles: Parque Escola, que é voltado para crianças; Pet Por Elas, que combina inclusão social e bem-estar animal; e Educação Ambiental Itinerante, com ações direcionadas para várias regiões do Paraná.
De acordo com Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Sedest, a população está demonstrando um crescente engajamento nas causas ambientais, refletindo uma preocupação real com o cuidado do planeta. “O Governo do Estado tem um papel fundamental ao apoiar a educação ambiental, formando cidadãos mais conscientes”, enfatiza Andreguetto.
Parque Escola
O projeto Parque Escola transforma as Unidades de Conservação do Paraná em uma escola ao ar livre. O principal objetivo é conectar estudantes com a natureza, proporcionando atividades educativas nas áreas dos parques estaduais. Os alunos poderão participar de experiências teóricas e práticas que envolvem a biodiversidade, utilização sustentável dos recursos naturais e a conservação do meio ambiente.
Para complementar as atividades, haverá distribuição de materiais de apoio, como um “passaporte das UCs”, uma cartilha que visa também engajar as famílias dos estudantes, convidando-as a explorar e aprender sobre o patrimônio natural.
“Esse projeto foi criado para tirar as crianças das salas de aula e levá-las para o meio ambiente. Queremos que elas possam desfrutar da natureza, longe do barulho das cidades. O contato com o meio ambiente, aliado à informação correta, permite que essas crianças desenvolvam uma visão mais ampla do mundo e se tornem cidadãos melhores”, explica Ana Letícia Lowen, chefe do Núcleo de Educação Ambiental do IAT.
A equipe atuante no projeto está sendo capacitada para lidar com especificidades de cada parque, que vão desde cavernas até trilhas e cachoeiras. “A segurança dos visitantes é fundamental para o sucesso das atividades”, complementa Ana Letícia.
Pet Por Elas
O projeto Pet Por Elas tem como proposta a ressocialização de mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica através de cursos de capacitação profissional. As atividades incluem aulas de estética animal, como banho e tosa, além de corte e costura para confecção de roupas para pets pós-operatório. Este projeto não apenas promove a inclusão social, mas também oferece assistência aos animais que sofreram maus-tratos.
As participantes, com mais de 18 anos, serão selecionadas ou indicadas por instituições focadas em inclusão social, visando proporcionar maior independência e qualidade de vida. Esta iniciativa é uma parceria entre o IAT e a Sedest.
Nara Lucia da Silva, coordenadora de Patrimônio Natural e Educação Ambiental da Sedest, destaca que “a capacitação profissional traz o empoderamento feminino e ajuda as mulheres a se resgatarem. Dessa forma, elas têm a chance de se tornarem independentes e conquistar sua própria
Educação Ambiental Itinerante
O projeto Educação Ambiental Itinerante tem como foco descentralizar o acesso a informações sobre meio ambiente, levando as ações do NEA diretamente para os municípios e escritórios regionais do IAT, especialmente em datas comemorativas relacionadas à questão ambiental. As atividades incluem palestras, visitas a locais naturais, distribuição de materiais educativos, jogos e outras atividades interativas.
No ano passado, o NEA produziu seis novas cartilhas com temas variados para a educação ambiental. Além disso, uma biblioteca itinerante irá acompanhar as ações por todo o estado do Paraná.
“Nosso objetivo é manter um padrão de qualidade nas ações e, ao mesmo tempo, ampliar a quantidade de projetos, atingindo um maior número de pessoas. Queremos criar uma grande corrente em prol da cidadania ambiental no Paraná”, conclui Ana Letícia.
Fonte:: iat.pr.gov.br




