Uma delegação composta por 27 representantes do Paraná, eleitos durante a Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026 realizada em janeiro, faz a apresentação das propostas que emergiram dos grupos de trabalho durante o evento. A delegação está participando da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que acontece na cidade de Aracruz, no Espírito Santo.
Com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, o evento teve início nesta terça-feira (19) e se estenderá até o próximo domingo (24). A programação oficial inclui quatro propostas artísticas paranaenses que foram selecionadas através de edital.
A Teia Nacional dos Pontos de Cultura é reconhecida como o maior encontro desse tipo no Brasil, reunindo representantes de pontos e pontões de cultura, gestores públicos, além de mestres e mestras das culturas populares, povos indígenas e diversos movimentos culturais oriundos de todas as regiões do país.
Segundo Luciana Casagrande Pereira, secretária da Cultura do Paraná, a Teia Nacional representa uma oportunidade valiosa para que os representantes culturais do estado interajam com gestores e criadores de cultura de várias partes do Brasil. “Esse contato enriquece a nossa produção cultural por meio do diálogo e ajuda a evidenciar a força da cultura paranaense”, afirmou.
A edição deste ano do evento convida os participantes a refletirem sobre a defesa do meio ambiente e o bem viver, diante da atual emergência climática. Espera-se que mais de 850 delegados estejam presentes para discutir propostas e diretrizes voltadas ao fortalecimento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV).
Laura Haddad, diretora de Desenvolvimento da Economia da Cultura do Paraná, ressaltou que a 6ª Teia Nacional marca a retomada da Política Nacional de Cultura Viva, que estava adormecida há 12 anos. “O Paraná está muito bem representado por uma delegação plural e comprometida, proveniente de diversas partes do estado”, destacou.
A delegação paranaense é formada por ponteiros e ponteiras de diferentes regiões do estado, escolhidos durante a Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026 que ocorreu em Guarapuava. “Discutimos amplamente propostas sobre Justiça Climática, além das políticas públicas de Cultura Viva. Estamos indo a Aracruz para apresentar essas propostas e ampliar o debate sobre o tema”, explicou Laura. Ela ainda enfatizou a importância do encontro para a criação de políticas sustentáveis para os Pontos e Pontões de cultura em todo o Brasil.
Mario Jacintho Junior, um dos delegados e indígena do povo Guarani Nhandewa, que representa o ponto de cultura Aporã Ete, destacou que esse é um momento crucial para todos os Pontos e Pontões de cultura. Ele comentou sobre a importância de levar sua experiência e representatividade dos povos indígenas para esse encontro, que é um espaço de acolhimento e reflexão, em busca de melhorias para as políticas públicas.
Atividades culturais paranaenses no evento
A programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura também incluirá apresentações e atividades culturais diversas, escolhidas através do Edital da Programação do evento. O Paraná será representado por quatro projetos distintos.
Na categoria de Artes cênicas, música e culturas tradicionais, destaca-se “Tistu, o Menino do Dedo Verde”, de Curitiba. Na categoria Experiências do Bem Viver, o representante é “Canto em Roda do Povo Kaingang”, de Manoel Ribas. Para Comunicação colaborativa, o projeto “Comunicação colaborativa e etnocomunicação”, de Foz do Iguaçu, também terá espaço. Além disso, o projeto “Histórias da Floresta”, uma exposição imersiva da produtora Colorida, foi selecionado na categoria Artes Visuais e já passou por diversas cidades, incluindo Recife, São Paulo, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte.
A criadora do projeto, Flávia Milbratz, relatou que a ideia surgiu da urgência em educar o público infantil sobre questões ambientais. “É na infância que construímos nossos valores e fazemos nossas primeiras escolhas sobre como enxergar o mundo. Esse filtro nos acompanha por toda a vida. Com o Histórias da Floresta, busco falar sobre a vida como um elo com o ecossistema, e reconhecer que as diferenças são a nossa maior riqueza”, destacou Flávia.
A participação do projeto Histórias da Floresta na Teia Nacional representa uma oportunidade significativa para fortalecer o diálogo entre cultura e justiça climática. Flávia completou ao afirmar que essa presença na Teia amplia o alcance das histórias apresentadas e reconhece a urgência de construir, desde cedo, uma consciência coletiva mais sensível e conectada ao futuro do planeta.
Fonte:: parana.pr.gov.br




