Na última segunda-feira, 25, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o Brasil está aberto para receber investimentos estrangeiros em setores estratégicos, incluindo terras raras e minerais críticos. Contudo, Durigan destacou que esses investidores devem respeitar a soberania brasileira em relação a esses recursos naturais.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa após o lançamento do 5º leilão do Eco Invest, realizado em São Paulo. Este programa do Tesouro Nacional tem como objetivo destravar investimentos privados e atrair capital internacional para projetos sustentáveis no Brasil.
Entre os setores prioritários nesta fase do Eco Invest, estão o beneficiamento de minerais críticos, além de iniciativas voltadas para fertilizantes verdes, combustíveis avançados, automação, inteligência artificial na indústria, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e gestão circular de resíduos minerais e industriais.
“Tanto o presidente Lula quanto eu, em nossas viagens internacionais, temos reiterado que investidores estrangeiros são muito bem-vindos, contanto que respeitem os critérios de um país soberano como o Brasil, que considera os minerais críticos como propriedade do povo brasileiro, da União”, afirmou Durigan durante a coletiva.
Segundo o ministro, a intenção é que a exploração desses recursos no Brasil “não repita os erros do passado”, proporcionando uma maior agregação de valor nas cadeias produtivas nacionais. “Não queremos exportar a commodity de forma bruta; desejamos atrair investimentos que realmente agreguem valor”, enfatizou.
Nesse sentido, Durigan ressaltou que o programa Eco Invest estabelecerá incentivos econômicos para fomentar investimentos na área de minerais críticos, enquanto também garante segurança jurídica para os investidores. “Além do Código de Mineração e das regras gerais que afetam todos os minerais do país, o Brasil está desenvolvendo uma estrutura normativa específica para os minerais críticos”, disse o ministro.
Durigan também explicou que a meta é promover o fortalecimento das cadeias produtivas dentro do Brasil, tomando como exemplo iniciativas recentes da China. “Estamos criando instrumentos específicos e inovadores que ajudarão a atrair investimentos e alcançar o objetivo de adensar as cadeias produtivas no país. Queremos que empresas brasileiras desenvolvam tecnologia localmente, em parceria com nossas universidades, gerando empregos de qualidade para os brasileiros”, concluiu.
Essa abordagem do governo reflete uma estratégia mais ampla de valorização dos recursos naturais do Brasil, alinhando-se a tendências globais de sustentabilidade e inovação tecnológica.
Fonte:: infomoney.com.br




