Área do milho na primeira safra cresce 31% no Paraná e será recorde na segunda

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Idrparana.pr.gov.br

A área destinada ao cultivo do milho na primeira safra do Paraná teve um crescimento de 31%, de acordo com o relatório mensal de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), que faz parte da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Nesta safra, a cultura ocupou 364,9 mil hectares, em comparação aos 278,3 mil hectares da safra anterior de 2024/25. A principal razão para esse aumento foi o preço mais estável do milho em relação ao da soja.

Edmar Gervásio, agrônomo do Deral, ressaltou que o crescimento na área cultivada com milho é resultado de um cenário menos favorável para a comercialização da soja, diferente de períodos anteriores. “O milho apresenta uma capacidade produtiva maior do que a soja, que, por sua vez, está com preços menos atrativos. Os preços mais estáveis levaram os produtores a optarem pelo milho, resultando em uma produção de mais de 4 milhões de toneladas na primeira safra”, explicou Gervásio.

Na segunda safra, a área plantada com milho também aumentou, avançando sobre as áreas destinadas ao trigo. Nesta safra, o Paraná deverá cultivar 2,9 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 7% em relação à safra anterior, alcançando assim, a maior área já registrada. Se não houver eventos climáticos adversos, a expectativa é que a produção supere 17,5 milhões de toneladas.

Segundo Gervásio, as últimas geadas que atingiram algumas regiões do Sul do Estado trouxeram problemas pontuais, mas sem grande relevância para a cultura do milho. “Se não tivermos novas geadas nos próximos 15 dias, a produção potencial da maioria das áreas cultivadas se tornará mais clara. As duas safras de milho juntas devem resultar em mais de 21 milhões de toneladas”, acrescentou. Quanto à soja, a produção totalizou 21,7 milhões de toneladas, uma das maiores já obtidas no Estado.

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Desenvolvimento do trigo

Os cultivos de trigo no Paraná apresentam um bom desenvolvimento, com mais de 61% da área já plantada. A previsão é que a cultura ocupe uma área total de 722 mil hectares, com uma produção estimada em 2,4 milhões de toneladas. Marcelo Garrido, do Deral, acredita que o intenso fenômeno de El Niño previsto para o segundo semestre, com menos frio e mais chuvas, poderá resultar em um inverno menos rigoroso, beneficiando tanto o trigo quanto o plantio da safra de verão do próximo ano.

Produção de olerícolas

A primeira safra de batata foi concluída, mas apresentou uma redução tanto na área cultivada quanto na produção em relação à safra anterior. Paulo Andrade, também do Deral, informou que as chuvas prejudicaram a colheita da segunda safra. A produção estimada mostrou uma queda de 2%, enquanto a produtividade teve uma redução de 6%.

Além disso, a área cultivada com cebola tem diminuído no Brasil e no Paraná. Os dados iniciais referentes à safra 2026/2027 indicam que já foram plantados 212 hectares, representando 9% da área prevista de 2,4 mil hectares. A expectativa é de uma colheita de 93,3 mil toneladas, com início programado para outubro, dependendo das condições climáticas. Andrade apontou que a redução na área plantada deve-se à pressão do excesso de produção nos últimos anos, que resultou em preços mais baixos para os produtores.

Apesar desse cenário, a melhoria nas tecnologias agrícolas, como o uso de híbridos, a semeadura direta e a irrigação, têm potencializado a produtividade, que aumentou de 26.092 kg/hectare em 2018 para 39.075 kg/hectare nesta safra.

Em 2024, o Paraná respondeu por 5,6% da produção brasileira de cebolas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tornando-se o sétimo maior produtor do país. As regiões com maior concentração de cultivo no Estado são Guarapuava, Irati e Curitiba.

Boletim Semanal

O Deral também publicou um boletim nesta semana que destaca uma valorização em toda a cadeia do leite, com base na redução da captação pela indústria. O preço do leite cru, pago aos produtores, aumentou em 13% em relação à média observada em abril.

A avicultura paranaense segue firmemente como líder nas exportações, com o Estado embarcando 791,1 mil toneladas e arrecadando US$ 1,43 bilhão entre janeiro e abril. Comparado ao mês anterior, esse volume cresceu 6,2%, e os ganhos superaram em 4,1% os números do período anterior. A demanda de mercados externos, como China e Japão, permanece robusta.

Fonte:: idrparana.pr.gov.br

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