Pesca de tainha na modalidade arrasto de praia está suspensa

Redação Rádio Plug
3 min. de leitura
Foto: © Brenda Uliano/MPA

O Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou que a pesca de tainha (Mugil liza) na modalidade arrasto de praia será suspensa a partir deste domingo, 7 de outubro. A decisão é resultado do atingimento do limite de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.

A cota de captura estabelecida é de 8.168 toneladas, conforme definida em uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. O ministério destacou que essa suspensão tem caráter preventivo, visando evitar o excedente da cota permitida para essa modalidade de pesca.

Os barcos que já se encontram no mar devem realizar o desembarque do pescado coletado no prazo de 24 horas após a captura. Após essa etapa, os pescadores estarão autorizados a retomar a pesca de outras espécies.

A decisão foi respaldada por informações obtidas no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, que acompanha a situação dos estoques pesqueiros e a demanda e oferta do mercado. Segundo as orientações da pasta, todas as empresas pesqueiras têm a obrigação de comunicar ao governo a quantidade de pescado retirada do mar, assegurando um controle adequado sobre a atividade pesqueira e a sustentabilidade dos recursos marinhos.

Além disso, vale ressaltar que conferências estaduais sobre a aquicultura e a pesca estão programadas para ocorrer em junho e julho, buscando aprofundar discussões sobre as práticas e a gestão dos recursos pesqueiros no país. Recentemente, pescadores foram presos durante o período do defeso, sendo encontrados com 350 kg de camarão rosa, indicando a importância da fiscalização e do cumprimento das normas para a proteção dos ecossistemas aquáticos.

A suspensão da pesca de tainha é uma medida que reflete a preocupação do governo com a preservação da biodiversidade marinha e a sustentabilidade da pesca no Brasil. As ações coordenadas entre os ministérios buscam garantir que a exploração dos recursos pesqueiros ocorra de forma responsável, assegurando que as futuras gerações possam continuar a explorar e usufruir dessas riquezas naturais.

Os pescadores e trabalhadores da pesca estão sendo orientados a se adaptar a essa nova situação, com o intuito de promover a recuperação dos estoques de tainha e garantir a viabilidade da atividade pesqueira a longo prazo.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo