Educação ambiental em pontal do paraná leva meliponários para oito escolas da rede municipal

Redação Rádio Plug
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Foto: (Foto: PMPP)

A iniciativa voltada para a conscientização ecológica e preservação da natureza deu um passo importante no litoral paranaense. O Projeto Meliponário Escolar passou por uma ampla expansão e agora marca presença em oito instituições de ensino, entre escolas e centros municipais de educação infantil (CMEIs), em Pontal do Paraná.

Com essa ampliação, a rede municipal transforma as unidades de ensino em verdadeiros laboratórios vivos. O objetivo principal é fazer com que os estudantes tenham contato direto com a natureza e aprendam, de forma prática e interativa, sobre a relevância das abelhas nativas sem ferrão tanto para o processo de polinização quanto para a conservação do bioma da Mata Atlântica.

Desde o seu lançamento oficial em 2024, a proposta pedagógica tem conquistado a comunidade escolar. A implantação piloto ocorreu na Escola Municipal Benvinda de Miranda Lopes Correia. Devido ao engajamento e aos resultados positivos obtidos, o projeto avançou no ano seguinte para o CMEI Francisco Antônio Vieira. Agora, a rede municipal contempla mais seis novos locais: a Escola Municipal Ilha do Saber, o CMEI Golfinho Azul, o CMEI Ouriço do Mar, a Escola Municipal Anita Miró Vernalha, a Escola Municipal Professor Luiz Antônio Amatuzzi de Pinho, além do espaço dedicado ao Programa MarMaré.

O papel transformador do contato com a biodiversidade

Nos meliponários instalados nas dependências das escolas, as crianças têm a oportunidade de conviver e observar de perto diferentes espécies de abelhas nativas que não possuem ferrão, a exemplo da Jataí, da Mirim e da Mandaçaia. Essa convivência diária ajuda a desmistificar os insetos e desperta a curiosidade científica e o respeito pelo ecossistema.

Antes de receberem as colmeias, os professores da rede municipal passam por um processo rigoroso de capacitação. Eles recebem instruções detalhadas sobre o manejo adequado, a segurança e os cuidados essenciais com as abelhas. O cronograma pedagógico é adaptado ao longo do ano: durante os meses mais frios de inverno, as colmeias recebem uma manutenção especial para garantir a saúde dos insetos, enquanto na primavera as turmas iniciam as atividades práticas de observação, que incluem o acompanhamento do ciclo de produção de mel.

Para a coordenadora do Programa MarMaré, Patrícia Carnasciali, o projeto desempenha um papel fundamental na formação cidadã dos alunos, ajudando a construir uma nova mentalidade voltada para a sustentabilidade. “Essa cooperação amplia a cultura da meliponicultura no litoral e prepara uma nova geração de guardiões da biodiversidade. As abelhas são a base da nossa flora e trazê-las para a escola é uma Solução Baseada na Natureza altamente eficaz”, destaca.

Conscientização que se estende à comunidade

Além do aprendizado em sala de aula, a iniciativa busca conscientizar as famílias e a comunidade do entorno sobre a importância ecológica desses animais. Sérgio Auffinger, meliponicultor integrante da Associação dos Meliponicultores do Litoral do Paraná (AME), enfatiza que a preservação das abelhas sem ferrão é um tema de interesse público e ambiental coletivo.

Segundo o especialista, esses insetos cumprem um papel insubstituível na manutenção da flora regional por meio da polinização. Por isso, ele faz um alerta importante sobre como a população deve agir ao se deparar com um enxame em áreas urbanas ou resididenciais. “As abelhas sem ferrão são fundamentais para a polinização das plantas. Se alguém encontrar um enxame, a orientação é não mexer e procurar um profissional capacitado”, orienta o meliponicultor.

Com a consolidação do projeto nas escolas, Pontal do Paraná se destaca na região sul do país por integrar a educação formal às práticas de conservação ambiental, garantindo que crianças e jovens compreendam desde cedo a complexidade e a delicadeza das redes ecológicas que sustentam a vida no planeta.

Fonte:: bemparana.com.br

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