Fim da estiagem no Paraná com volumes de chuva acima da média histórica

Redação Rádio Plug
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Foto: (Franklin de Freitas)

O cenário climático no Paraná passou por uma transformação significativa nas últimas semanas, com o registro de volumes de chuva acima da média que beneficiaram diretamente o fim da estiagem fraca, condição que ainda persistia em áreas do Leste paranaense. Com essa mudança, o estado passa a registrar zero percentual de escassez hídrica em todo o seu território, conforme aponta o mais recente boletim do Monitor de Secas, estudo divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) com base nas análises do mês de agosto.

O levantamento é desenvolvido em conjunto com diversos órgãos especializados, incluindo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). De acordo com avaliações técnicas do setor, a atuação de fenômenos climáticos globais tem favorecido a maior disponibilidade de umidade na atmosfera sulista, garantindo perspectivas de normalidade nos índices pluviométricos para os próximos anos em solo paranaense.

Evolução gradual da umidade nas regiões paranaenses

A condição de déficit hídrico na faixa Leste do Paraná já se estendia por mais de doze meses consecutivos. No entanto, o processo de abrandamento dessa situação começou a ser mapeado de forma mais consistente a partir de maio, período em que ainda prevaleciam manchas de seca fraca e patamares moderados concentrados principalmente nos quadrantes Oeste, Sudoeste e Sul do estado.

Nos meses seguintes, a situação apresentou melhoras expressivas. Em junho, os episódios de seca moderada deixaram de ser identificados pelos meteorologistas, restrições que ficaram limitadas a níveis fracos e restritos a localidades específicas como os Campos Gerais e trechos do Oeste e Sudoeste. Em julho, o mapeamento oficial já indicava a presença de restrições hídricas em uma faixa bastante reduzida restrita ao Leste.

A consolidação da umidade ocorreu graças à passagem rápida e intensa de sistemas frontais pelo Sul do Brasil. Em agosto, a maioria das regiões registrou volumes expressivos, ultrapassando a marca de 100 milímetros acumulados em menos de 24 horas em municípios situados no extremo sul paranaense.

Comportamento das estações meteorológicas em agosto

Entre a rede de monitoramento operada pelo Simepar, que conta com dezenas de unidades com mais de meia década de funcionamento contínuo, apenas três estações apontaram índices pluviométricos inferiores à média climatológica esperada para o mês de agosto: as cidades de Cianorte, Maringá e Apucarana.

Por outro lado, diversas localidades bateram recordes históricos de precipitação para o oitavo mês do ano desde a implantação de seus equipamentos de medição. Foram os casos registrados em Fazenda Rio Grande, com dados coletados desde 2009; no município de Laranjeiras do Sul, com histórico iniciado em 2017; e no Distrito de Horizonte, localizado em Palmas, cujos registros datam de 2019.

Cenário favorável em toda a Região Sul e impactos nacionais

O panorama de recuperação hídrica não se restringe apenas ao território paranaense. Nenhum dos estados que compõem a Região Sul do Brasil apresenta atualmente registros de seca em seus mapas operacionais. A presença de umidade e fluxos de calor mais intensos impulsionou o regime de chuvas em solo sulista, além de provocar o recuo da estiagem em pontos estratégicos do Mato Grosso do Sul e no sul goiano.

Em contrapartida, outras regiões do país enfrentam dinâmicas climáticas opostas, onde o principal reflexo tem sido a elevação nas temperaturas e a diminuição drástica no volume de chuvas. Esse comportamento meteorológico favoreceu o avanço de níveis de seca fraca e moderada em estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, ampliando a atenção de órgãos governamentais e institutos de pesquisa sobre a gestão dos recursos hídricos nacionais.

O trabalho técnico do Simepar

Criado inicialmente para monitorar os impactos severos na faixa semiárida do país, o Monitor de Secas expandiu sua atuação metodológica sob a coordenação da ANA. No âmbito regional, o Simepar assume mensalmente a responsabilidade de processar e analisar variáveis meteorológicas cruciais para os estados das regiões Sul e Sudeste.

As análises técnicas incorporam um conjunto complexo de dados que inclui taxas de precipitação, oscilações na temperatura do ar, índices de vegetação por satélite, o volume armazenado em reservatórios estratégicos e cálculos de evapotranspiração. Trimestralmente, o corpo técnico do instituto paranaense lidera a consolidação e a publicação do mapa integrado que retrata as condições climáticas de grande parte do território brasileiro.

Fonte:: bemparana.com.br

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