Ações da SpaceX começam a ser negociadas na Nasdaq

Redação Rádio Plug
7 min. de leitura
Elon Musk deve seguir com controle quase integr...

No dia 12 de junho de 2026, a SpaceX, a renomada empresa de transportes e tecnologias aeroespaciais fundada pelo bilionário Elon Musk, deu um importante passo ao iniciar a negociação de suas ações na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores do mundo, localizada em Nova York.

O sinal de abertura do pregão foi dado por Musk a partir do Texas, enquanto a COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, participou do evento em Nova York. Esse momento simboliza um marco na trajetória da empresa, que se prepara para enfrentar um novo patamar no mercado financeiro.

No dia anterior, a SpaceX fez sua Oferta Pública Inicial (IPO), que arrecadou impressionantes US$ 75 bilhões, definindo o preço de suas ações em US$ 135 cada. Relatos da emissora CNBC indicam que, ao abrir o mercado na sexta-feira, as ações poderiam ser negociadas a valores em torno de US$ 175, embora o preço exato ainda permanecesse desconhecido.

Além de seu principal negócio de lançamentos espaciais, a SpaceX também controla a Starlink, sua divisão de internet via satélite, que opera com milhares de satélites em órbita ao redor do planeta, fornecendo conectividade a diversas regiões. A empresa ainda possui a xAI, uma startup voltada para inteligência artificial que desenvolve o chatbot Grok, o qual se apresenta como um competidor de outros sistemas conhecidos, como o Claude, da Anthropic, e o ChatGPT, da OpenAI.

Com essa abertura de capital, a SpaceX solidifica a posição de Musk como um dos empresários mais influentes e valiosos do mundo, fazendo dele a primeira pessoa a ter uma fortuna pessoal avaliada em mais de US$ 1 trilhão.

O QUE É UM IPO?

IPO, ou Oferta Pública Inicial, é o termo utilizado para descrever o processo em que uma empresa oferece suas ações ao público pela primeira vez na bolsa de valores. Esse momento é crucial, pois permite que investidores adquiram ações e, assim, se tornem acionistas da empresa.

Para conseguir listar suas ações nos Estados Unidos, a empresa precisa submitir um formulário conhecido como S-1 à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), contendo informações detalhadas sobre suas finanças, contratos relevantes, estrutura de governança e potenciais riscos. Como empresas privadas não são obrigadas a divulgar essas informações, o IPO costuma trazer à tona dados estratégicos que antes eram desconhecidos pelo público.

DESBANCA A SAUDI ARAMCO

A SpaceX estabeleceu um novo recorde mundial com o volume financeiro levantado em seu IPO, superando a marca anterior detida pela Saudi Aramco, que havia arrecadado US$ 29 bilhões em sua abertura de capital. Elon Musk tem promovido uma maior participação de investidores individuais na distribuição das ações, buscando democratizar o acesso à empresa e potencializar a estabilização das ações após a alta demanda inicial.

CONTROLE DA SPACEX

Apesar da significativa oferta de ações, Elon Musk continuará a ter um controle substancial sobre a SpaceX. Ele manterá 82% do poder de voto da empresa, utilizando suas ações de Classe B, que conferem a ele 10 votos cada. Desses papéis, Musk controlará 93,6%, os quais estarão limitados a um pequeno grupo de acionistas.

Os acionistas de Classe B são responsáveis pela eleição da maioria dos membros do conselho de diretores (51%). Assim, Musk, com sua participação majoritária, terá autoridade para indicar, remover ou nomear novos diretores.

As ações que foram disponibilizadas ao público nesta semana são as de Classe A, cada uma fornecendo um voto nas decisões da empresa.

O processo de IPO foi conduzido por um consórcio de 21 bancos, sob a liderança do Goldman Sachs, que também contou com a participação de instituições como Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, e o brasileiro BTG Pactual, além de renomados bancos europeus como Barclays, Deutsche Bank, RBC e UBS.

METAS AMBICIOSAS

Em sua apresentação para a SEC, a SpaceX delineou uma ambiciosa trajetória para os próximos anos. A empresa, que recentemente se fundiu com a xAI, atuará em três frentes principais: operações aeroespaciais, internet via satélite, e desenvolvimento em inteligência artificial.

Os planejamentos apresentados à SEC e aos investidores incluem o que a SpaceX classifica como “o maior mercado total endereçado em toda a história”, avaliado em impressionantes US$ 28,5 trilhões.

Com os recursos obtidos na abertura de capital, a empresa planeja desenvolver novas tecnologias, como o processamento de dados diretamente em órbita, expandir sua rede de comunicação via satélite para celulares, aumentar a produção de chips de inteligência artificial, e almeja projetos futuristas que incluem a construção de bases na Lua e a colonização de Marte.

As metas específicas para cada segmento incluem:

  • Operações aeroespaciais: Utilização do foguete Starship para o transporte de pessoas e cargas, estabelecendo uma presença humana e comercial na Lua, com a criação de fábricas para produzir satélites de computação de IA. A longo prazo, há planos ambiciosos para a fundação de uma colônia humana em Marte, com a expectativa de abrigar pelo menos 1 milhão de habitantes.
  • Satélites e internet: Expansão da Starlink, com lançamento de novos satélites de última geração, que permitirão a transferência de dados em velocidades de até 1 Tbps (terabits por segundo), visando eliminar as chamadas “zonas mortas” de telefonia móvel em diversas partes do globo.
  • Inteligência artificial: Aperfeiçoamento do chatbot Grok para elevar a inteligência da IA a trilhões de parâmetros. Em colaboração com a Tesla e a Intel, a SpaceX pretende desenvolver seus próprios chips de IA para garantir desempenho otimizado e evitar dificuldades na disponibilidade de hardware. Além disso, estão nos planos a criação de centros de processamento de dados em órbita.

Fonte:: poder360.com.br

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