Soberania em cibersegurança passa por coordenação nacional

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Fernanda Angelo Mande um e-mail

No contexto da audiência pública realizada no Congresso Nacional, que abordou a criação de um marco legal para a cibersegurança no Brasil, o 2º Encontro Nacional de TIC do Sistema S, promovido pela Network Eventos, foi palco de um painel sobre governança digital e segurança da informação. Durante o evento, especialistas discutiram a necessidade de centralização nas decisões e a possibilidade de regulamentação do ciberespaço por um único órgão governamental. Apesar das diferentes opiniões sobre como essa estrutura deve funcionar e quais seriam suas atribuições, todos concordaram que o Brasil necessita avançar na coordenação das políticas de segurança cibernética para lidar com um cenário de ameaças cada vez mais complexas.

Lucas Albuquerque, diretor da Sea Tecnologia, destacou a importância dessa discussão, mas enfatizou que ela precisa vir acompanhada de mecanismos de fiscalização eficazes. “Não adianta apenas regulamentar se não houver fiscalização”, alertou. Rodrigo Haidar, gerente global de pré-vendas da Segura, também apoiou a ideia de uma autoridade central, desde que isso não implique em aumento de burocracia. “Uma entidade reguladora pode ser importante, contanto que não engesse os processos de aquisição nem a manutenção dos ambientes tecnológicos”, completou.

Em sua análise, Julio Signorini, CTO da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destacou que o país deve estabelecer diretrizes claras para orientar instituições públicas em suas ações de cibersegurança. “É fundamental termos um norte sobre o que se espera da soberania em cibersegurança no Brasil. Uma estratégia nacional deve andar em sintonia com os demais órgãos de segurança”, afirmou. Marcelo Stella, gerente de Novos Negócios da Telebras, acrescentou que uma estrutura integrada poderia atuar como um catalisador para as informações geradas por diferentes órgãos do governo. “Se conseguirmos criar uma plataforma que correlacione alertas e aumente a integração entre sistemas, teremos um grande avanço”, destacou.

Marcelo Azeredo Cornélio, diretor-presidente do Prodest e vice-presidente de Inovação da ABEP-TIC, também abordou a relevância de ter um órgão que consolide informações e proponha um modelo a ser seguido. “Isso facilita muito as coisas”, argumentou. Por sua vez, o superintendente de Segurança da Informação do Serpro, Tiago Iahn, enfatizou que a principal contribuição deveria ser a coordenação das políticas nacionais. “Hoje temos diversos órgãos criando orientações. Integrar regras, diretrizes e prioridades seria muito mais eficiente. O essencial é que essa autoridade fortifique a governança e não apenas produza normas que sejam difíceis de implementar”, afirmou.

O encontro não apenas trouxe à tona a importância da cibersegurança no Brasil, mas também evidenciou a necessidade de um debate contínuo sobre a melhor forma de estruturar e coordenar as políticas públicas nesse campo. Com as ameaças cibernéticas evoluindo constantemente, é imprescindível que o país avance na construção de uma estratégia robusta que promova a segurança de dados e sistemas, garantindo assim a soberania no ciberespaço.

Conforme as discussões avançam, a expectativa é que o Brasil consiga alinhar esforços e criar um arcabouço que permita uma resposta ágil e eficaz às ameaças cibernéticas, fortalecendo a colaboração entre os diversos setores da administração pública. Dessa maneira, o país poderá não apenas proteger suas informações, mas também fomentar um ambiente seguro para o desenvolvimento tecnológico e a inovação.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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