Moraes manda soltar ex-prefeito de Belford Roxo, após prisão com fuzil

Redação Rádio Plug
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Foto: © Marcio Canella/ Instagram

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela soltura do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do partido União Brasil. Ele havia sido preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. A medida foi tomada na noite de sexta-feira (10), e a liberação do político está prevista para ocorrer neste sábado (11).

Canella estava detido desde a última terça-feira (7), após a PF encontrar um fuzil calibre 556 no veículo em que estava, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado à sexta fase da Operação Unha e Carne.

Detenção e medidas judiciais

Além do ex-prefeito, um policial militar que também foi detido na mesma ação teve sua situação beneficiada pela decisão de Moraes. O ministro optou por substituir a prisão preventiva do ex-prefeito por medidas cautelares, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a suspensão do porte de arma. Dessa forma, Canella responderá ao processo em liberdade.

Na sua decisão, Moraes ressaltou que a defesa alega que o armamento pertence ao policial que faz a segurança de Canella, uma questão que deverá ser esclarecida durante as investigações.

A defesa do ex-prefeito se manifestou, afirmando que a prisão “não se sustentava” e sustentando que a arma estava registrada em nome do segurança de Canella, documento que foi apresentado ao STF.

Operação Unha e Carne

A prisão de Canella faz parte da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolve uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Conforme apontado pela Polícia Federal, a organização objeto de investigação movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. As investigações começaram após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras atípicas.

Nesta etapa da operação, a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em diversas cidades da Região Metropolitana e do interior do estado. Foram apreendidos armamentos, joias, dinheiro em espécie e veículos de luxo. Além disso, houve bloqueios de bens e suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados.

Embora Canella estivesse sob um mandado de busca e apreensão, ele foi preso em flagrante em função da descoberta do armamento.

Investigação por lavagem de dinheiro

No que diz respeito à investigação, a Polícia Federal aponta que Canella é suspeito de atuar como um elo político do esquema que está sendo apurado. Os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que possam ser identificados durante o desenrolar das apurações.

A operação está vinculada às determinações do STF relacionadas à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Essa decisão atribui à Polícia Federal a responsabilidade pela condução de investigações acerca das possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas.

Trajetória política de Márcio Canella

Márcio Canella iniciou sua vida política como vereador de Belford Roxo em 2012 e posteriormente foi eleito três vezes deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Entre os anos de 2017 e 2019, ele se licenciou do mandato para assumir a posição de vice-prefeito da cidade.

Ele foi eleito prefeito de Belford Roxo em 2020, mas renunciou ao cargo em abril deste ano na intenção de concorrer a uma vaga no Senado pelo estado do Rio de Janeiro.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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