Dois helicópteros se chocaram no ar na região de Pstah, a oeste de Atenas, enquanto atuavam no combate a um dos múltiplos incêndios florestais que devastam inúmeras áreas florestais pela Grécia. O acidente aconteceu em um domingo e envolveu aeronaves do modelo Bell, de acordo com dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros local à agência AFP.
Logo após a ocorrência, a emissora estatal ERT divulgou que ao menos um dos tripulantes havia sido localizado em segurança. Contudo, até o fechamento das primeiras informações, as autoridades ainda não haviam confirmado o número exato de oficiais que estavam a bordo das duas aeronaves, tampouco o estado de saúde dos demais envolvidos na colisão aérea.
“Equipes de busca e resgate foram imediatamente mobilizadas para localizar e socorrer as tripulações”, destacou o Corpo de Bombeiros em nota oficial distribuída à imprensa e aos órgãos de monitoramento de emergências.

Desafios operacionais diante de ventos extremos
As condições meteorológicas na região têm dificultado de maneira drástica o trabalho das equipes de emergência e dos pilotos encarregados de conter o avanço do fogo. A intensidade dos ventos na área afetada tem sido um dos principais obstáculos para as operações aéreas e terrestres.
“Quando os ventos sopram com tamanha força, nem mesmo as dezenas de aeronaves de que dispomos conseguem operar com segurança”, pontuou o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, por meio de uma publicação em sua conta oficial no Facebook, ao relatar rajadas que alcançaram a marca de 100 km/h na região.
O impacto das chamas na bacia mediterrânea tem sido severo. Em apenas uma semana, o equivalente a mais de 16 mil hectares de florestas e terras agrícolas foi completamente devastado no país europeu, que enfrenta os reflexos diretos de períodos prolongados de crise climática.

Cenário de alerta máximo no território grego
Tradicionalmente afetada todos os anos por incêndios impulsionados por recorrentes ondas de calor e longos períodos de seca, a Grécia havia conseguido se manter, até então, relativamente distante dos focos de grande proporção que atingiram países como França e Espanha no começo da temporada de verão no hemisfério norte.
No entanto, com o avanço rápido das chamas em meio ao período de pico da temporada turística, o governo decretou estado de alerta máximo em diversas províncias para tentar conter novos focos e proteger áreas residenciais e de preservação.

“Há momentos em que a natureza e a intensidade dos fenômenos meteorológicos superam qualquer planejamento humano e qualquer capacidade operacional”, reconheceu Mitsotakis, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pelas forças de segurança e salvamento gregas.
Fonte:: estadao.com.br




