Trump confirma troca de aeronave em operação sigilosa na Turquia e menciona nível de risco

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que uma ameaça de assassinato resultou em uma operação sigilosa coordenada pelo Serviço Secreto e por forças militares para retirá-lo da Turquia no mês passado, logo após a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

De acordo com o relato do próprio mandatário, a orientação das equipes de segurança foi determinante para que ele embarcasse em um avião diferente do planejado originalmente. Em declaração a jornalistas após um evento esportivo realizado em Ohio, o chefe do Executivo americano comentou sobre o episódio. “Acho que havia uma ameaça por aí. Eu não perguntei muito sobre isso. Eu recebo muitas ameaças”, afirmou.

Rotina de riscos e declarações sobre relevância política

O presidente pontuou que o volume de intimidações recebidas faz parte da função e que grande parte delas sequer chega ao conhecimento público. Na visão dele, o nível de exposição está diretamente ligado à atuação política. “Qualquer presidente relevante recebe muitas ameaças. Presidentes irrelevantes não são ameaçados e eu acho que talvez eu seja o presidente mais relevante”, declarou, reforçando que lida com a situação sem grandes preocupações. “Na verdade, não me preocupo com nada. Seja o que for, já conhecem a minha atitude: tanto faz”, completou.

Informações divulgadas por autoridades dos Estados Unidos à imprensa local apontam que o alerta teria partido do Irã, tendo como alvo o presidente e a aeronave oficial Air Force One. A estratégia de saída de Ancara foi desenhada para despistar possíveis monitoramentos sobre o voo que transportaria o líder americano.

Durante a chegada à Turquia, Trump utilizou um Boeing 747-8 cedido pelo Catar e adaptado para missões presidenciais. No entanto, o retorno seguiu uma logística bem diferente. Enquanto as câmeras cobriam o embarque em um jato tradicional com pintura azul-clara, a aeronave catariana decolou à frente rumo a uma base militar dos EUA situada no Reino Unido.

Logística complexa e desorientação de segurança

Publicações de veículos como o The Washington Post e o The New York Times detalharam que o trajeto de Trump ocorreu em sigilo a bordo de um terceiro aparelho: um C-32A, versão militar voltada para transporte de autoridades baseada no Boeing 757. A manobra envolveu múltiplas trocas de aeronaves para despistar riscos potenciais durante o deslocamento internacional.

O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, já havia abordado o assunto anteriormente ao confirmar o uso de estratégias de desinformação na ocasião. Segundo ele, o governo americano recorre rotineiramente a “táticas de distração e desorientação” sempre que há indícios de perigo direcionado ao presidente.

Além de detalhar os desdobramentos da segurança na Turquia, o republicano também voltou a falar sobre o cenário político futuro e a possibilidade de concorrer nas eleições presidenciais de 2028. Ao ser questionado sobre o tema, respondeu que “adoraria” disputar o pleito novamente, embora tenha ponderado que a legislação atual impõe restrições para novos mandatos consecutivos.

Fonte:: estadao.com.br

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