Líder norte-americano descarta aliança tecnológica com Pequim
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou categoricamente neste sábado (26) a hipótese de unir forças com o governo chinês no avanço de ferramentas de inteligência artificial. O posicionamento foi externado a profissionais da imprensa diretamente das dependências da Casa Branca, repercutindo amplamente no cenário geopolítico global.
Ao justificar a decisão de manter o programa tecnológico estritamente isolado de parcerias externas, o chefe do Executivo enfatizou a vantagem competitiva que a nação norte-americana detém atualmente no setor. De acordo com o mandatário, a prioridade absoluta é blindar o ecossistema de inovação do país contra qualquer tipo de dependência ou compartilhamento de informações estratégicas com potências rivais.
“Eu preferiria não integrar, porque estamos liderando por uma grande margem”, pontuou Trump durante o diálogo com os jornalistas. Na visão da administração federal, quando uma nação alcança a vanguarda no desenvolvimento de tecnologias de ponta, abrir esse mercado ou colaborar com concorrentes diretos representa um risco desnecessário para a soberania econômica e de segurança nacional.
Resistência a propostas de desaceleração tecnológica
Além de vetar qualquer cooperação direta, o presidente americano também rechaçou de forma veementes as pressões internacionais que sugerem uma pausa ou a desaceleração no ritmo de pesquisas e implementações de inteligência artificial. Para o governo dos Estados Unidos, tais recomendações escondem intenções protecionistas de concorrentes que buscam recuperar o tempo perdido na corrida tecnológica.
“O que eles querem fazer é impedir nosso progresso, porque estamos liderando a China por uma grande margem. E vamos manter assim”, declarou o líder republicano, sinalizando que os investimentos e incentivos governamentais e privados continuarão em ritmo acelerado nos próximos anos, sem espaço para moratórias regulatórias globais.
O posicionamento firme de Washington ocorre logo após o encerramento da visita oficial do presidente chinês, Xi Jinping, à capital norte-americana. O dirigente asiático esteve em solo estadunidense entre os dias 23 e 25 de setembro para uma série de agendas diplomáticas e comerciais de alto nível.
Acordos pontuais e canais de diálogo bilateral
Apesar da recusa em estabelecer parcerias para o desenvolvimento conjunto da tecnologia, a visita diplomática resultou em entendimentos limitados sobre a gestão de riscos associados ao setor. Conforme detalhado em um comunicado oficial emitido pela Casa Branca, as delegações concordaram em adotar oficialmente o termo “superinteligência” para se referir aos próximos passos da inovação.
Como desdobramento das conversas entre os chefes de Estado, foi instituída uma mesa de diálogo bilateral voltada especificamente para debater os riscos potenciais e as vantagens da inteligência artificial. Os governos também acertaram a criação de um canal direto de comunicação emergencial para lidar com eventuais incidentes cibernéticos ou tecnológicos. A previsão é de que a próxima reunião deste grupo de trabalho ocorra até o mês de novembro.
Apesar da criação desses mecanismos de consulta mútua, Trump fez questão de minimizar a relevância do tema durante os encontros de cúpula, afirmando que a inteligência artificial não foi o foco principal das negociações com Xi Jinping.
A postura adotada em Washington reforça a linha dura que o governo tem mantido em fóruns multilaterais. Dias antes, ao discursar na tribuna da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente norte-americano já havia sinalizado o descontentamento de sua gestão com iniciativas supranacionais de regulação, afirmando enfaticamente que o país repele qualquer iniciativa voltada a criar um sistema global de controle sobre a inteligência artificial.
Fonte:: poder360.com.br


