Ataques cibernéticos massivos acima de um terabit por segundo crescem expressivamente

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Escalada preocupante nos ataques virtuais de grande porte

O cenário global de segurança cibernética enfrentou uma guinada expressiva nos últimos meses, marcada principalmente pela proliferação de incidentes virtuais de proporções gigantescas. Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) que ultrapassaram a marca de 1 Tbps experimentaram um salto de cinco vezes no volume registrado durante o segundo trimestre do ano, conforme apontam levantamentos recentes divulgados por especialistas do setor durante eventos de tecnologia e cibersegurança.

Entre os meses de abril e junho, as ferramentas de proteção e mitigação conseguiram neutralizar mais de 800 ocorrências dessa magnitude. O número representa um contraste drástico em relação ao período imediatamente anterior, quando o trimestre contabilizou apenas 130 investidas na mesma faixa de impacto. O panorama consolidado do primeiro semestre revela um volume impressionante de ameaças bloqueadas, somando mais de 23 milhões de ataques na camada de rede e quase 30 trilhões de requisições HTTP maliciosas direcionadas a diferentes alvos ao redor do globo.

As estatísticas detalhadas demonstram que a expansão ocorreu de maneira proporcional ao tamanho da ameaça. Enquanto as ocorrências superando 1 Tbps dispararam mais de 500% na comparação trimestral, a faixa intermediária de 500 Gbps a 1 Tbps registrou alta de 143%. Já os episódios situados entre 100 e 500 Gbps apresentaram um acréscimo de 105%, evidenciando que a infraestrutura dos atacantes tem se tornado cada vez mais robusta e capaz de gerar tráfego massivo.

Duração e comportamento das ameaças digitais

Apesar da atenção gerada pelo aumento expressivo das grandes ofensivas, a maior parte do tráfego malicioso diário ainda se compõe de investidas de menor escala e curta duração. Os dados indicam que aproximadamente 96% dos ataques direcionados à camada de rede mantiveram-se abaixo de 50 Mbps, enquanto nove em cada dez incidentes duraram menos de dez minutos.

Contudo, analistas chamam a atenção para uma mudança sutil, mas perigosa, nos padrões de persistência. A parcela de ataques que se estenderam por mais de três horas sofreu um incremento relevante, saltando de menos de 0,4% para perto de 0,83% do total geral de ocorrências registradas no período.

A dinâmica global da atividade maliciosa apresentou um pico acentuado logo no início do segundo trimestre, especificamente no mês de abril, período que concentrou mais de 6 trilhões de requisições HTTP e uma marca expressiva de tráfego em rede. Após esse ponto de inflexão, os números iniciaram uma trajetória de queda gradual. Especialistas associam essa desaceleração temporária ao impacto gerado por uma grande operação internacional de repressão policial, batizada de PowerOFF, que resultou na desarticulação de dezenas de domínios, prisões de operadores e avisos em massa a usuários de serviços ilícitos de aluguel de redes de computadores zumbis.

Vetor de ameaças e setores mais visados

No que diz respeito às táticas empregadas pelos cibercriminosos, o trimestre foi marcado pela predominância de estratégias voltadas para sistemas de nomes de domínio e métodos de reflexão e amplificação. As inundações baseadas em DNS saltaram para uma fatia de 40% de todas as ocorrências. Paralelamente, as táticas de amplificação conhecidas como CLDAP dispararam quase nove vezes, enquanto o tráfgano UDP continuou a ocupar posições de destaque entre os métodos favoritos dos operadores maliciosos.

Em relação à escolha das vítimas, o mercado corporativo de mídia, produção e publicidade acumulou a maior proporção de tráfego HTTP malicioso bloqueado ao longo dos primeiros seis meses do ano, absorvendo mais de 14% dos ataques. O setor público e governamental também figurou entre os principais alvos, impulsionado por tensões geopolíticas internacionais e pelo aumento de ações coordenadas por grupos de ativistas digitais motivados por conflitos externos.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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