O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu início a um processo de concorrência pública com o objetivo de selecionar uma ferramenta tecnológica baseada em inteligência artificial. A iniciativa tem como finalidade otimizar e modernizar a administração do plano de saúde oferecido aos colaboradores da instituição financeira.
As organizações interessadas em participar da seleção têm até o dia 8 de setembro para realizar o envio de suas propostas de forma totalmente digital. Todo o procedimento de inscrição e o acesso aos detalhes do edital estão disponíveis diretamente na página do Desafio BNDES Inteligência de Dados em Saúde.
De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo banco, a companhia que vencer a disputa contratual será encarregada de desenvolver um sistema inteligente com capacidade avançada para estruturar, examinar e fiscalizar informações relacionadas à saúde suplementar e ocupacional. Essa assistência médica aos trabalhadores é gerida pela Fundação de Assistência e Previdência Social (Fapes). Além da auditoria, a tecnologia contratada precisará desenhar estratégias e planos de ação práticos focados na contenção de despesas e na elevação do padrão de qualidade do atendimento prestado.
Transformação digital e inovação nos processos internos
A diretora de Pessoas, TI e Operações do BNDES, Helena Tenório, destacou que o projeto se alinha diretamente com o momento de modernização tecnológica pelo qual o banco vem passando nos últimos anos. Para a executiva, a capacidade de processar esse volume de informações com rapidez e precisão cria oportunidades valiosas para a criação de abordagens inéditas voltadas ao cuidado corporativo.
O escopo do trabalho também engloba a implementação de métodos de monitoramento epidemiológico dentro do ambiente corporativo. Com isso, a gestão espera conseguir prever cenários futuros, mapear eventuais riscos à saúde da equipe e antecipar medidas preventivas que priorizem o bem-estar geral dos funcionários.
A busca por essa tecnologia está inserida em um cenário mais amplo de aprimoramento constante dos serviços médicos oferecidos aos colaboradores, visando assegurar a acessibilidade aos tratamentos, garantir a viabilidade financeira a longo prazo dentro do mercado de saúde, além de aprimorar os fluxos regulatórios e operacionais do plano.
Modalidade de contratação voltada a resultados
Para viabilizar a aquisição dessa tecnologia de ponta, o processo licitatório foi estruturado sob o formato de Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI). Trata-se de um mecanismo jurídico regulamentado em 2021 por meio do Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador.
A principal característica desse modelo regulatório é a mudança de foco nas compras públicas: em vez de detalhar exaustivamente as especificações técnicas de um produto antes da compra, a licitação passa a concentrar esforços na definição do problema real que precisa de solução e nos impactos esperados com o projeto. Desse modo, o processo se torna mais flexível e dinâmico, sagrando-se vencedora a empresa que demonstrar a maior eficácia e o melhor desempenho prático após a realização das etapas experimentais, habilitando-se para fornecer o serviço em larga escala.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




