A Magalu Cloud consolidou de maneira expressiva sua presença no mercado de infraestrutura digital brasileira, impulsionada por resultados financeiros sólidos e por uma série de inovações voltadas para o setor corporativo com foco em inteligência artificial. Desde os primeiros meses de 2025, a divisão de nuvem pública registrou uma alta superior a dez vezes na receita obtida com clientes externos. As informações foram divulgadas por André Fatala, vice-presidente de plataformas, Luizalabs e Magalu Cloud, durante a abertura oficial do Cloud Futures 2026, evento voltado para discutir a soberania de dados, FinOps, inteligência artificial e os rumos tecnológicos do país.
Atualmente, a base da Magalu Cloud ultrapassa a marca de 2 mil clientes, abrangendo desde pequenas startups até grandes corporações. Essas empresas não apenas expandiram o volume de utilização dos serviços, mas também ajudaram a sustentar a operação interna, onde cerca de 80% de todas as cargas de trabalho do ecossistema Magalu rodam na mesma infraestrutura. Sustentada por esse ritmo acelerado de adoção e pela chegada de ferramentas focadas em IA soberana, a companhia estabeleceu uma meta ambiciosa para o ciclo de 2026: multiplicar seu tamanho e registrar um crescimento de quatro vezes.
Durante sua apresentação, André Fatala destacou o propósito da plataforma no mercado nacional. “A Magalu Cloud nasceu como a nuvem para quem faz o Brasil acontecer. Hoje, apresentamos novos produtos que resolvem desafios reais do dia a dia das corporações de forma prática, com previsibilidade de custos, cobrança em reais, arquitetura aberta e infraestrutura local”, pontuou o executivo. Segundo ele, o objetivo principal é conceder total liberdade para que as organizações escolham as tecnologias de nuvem e inteligência artificial mais adequadas aos seus modelos de negócios, eliminando barreiras financeiras.
Como parte dos anúncios do evento, a Magalu Cloud e a Alibaba Cloud oficializaram uma aliança estratégica com foco na expansão de serviços de inteligência artificial generativa dentro do território brasileiro. A iniciativa une a capilaridade e o conhecimento do ecossistema local da Magalu com a robustez tecnológica, os serviços de nuvem e o portfólio avançado de modelos de IA da gigante asiática. Com isso, as duas companhias planejam disponibilizar de forma conjunta as tecnologias mais recentes do setor, incluindo a reconhecida família de modelos Qwen.
Otimização de custos e o lançamento do MGC AI Hub
Para mitigar um dos maiores entraves enfrentados pelas empresas na adoção de tecnologias avançadas — os custos elevados e imprevisíveis de infraestrutura atrelados às variações do dólar e à ociosidade computacional —, a Magalu Cloud apresentou ao mercado o MGC AI Hub.
A ferramenta funciona como um ambiente centralizado do tipo marketplace, oferecendo acesso via API a modelos de inteligência artificial de ponta. Entre as opções disponíveis estão grandes modelos de linguagem (LLMs) globais e soluções soberanas, a exemplo da tecnologia desenvolvida pela brasileira Maritaca e dos modelos LLaMA da Meta. A plataforma também tem planos de incorporar, no futuro, recursos avançados de síntese de voz (TTS), embeddings e ferramentas de rerankers, tudo operado diretamente em servidores localizados no Brasil.
O modelo de comercialização proposto pelo MGC AI Hub foi desenhado para garantir maior eficiência financeira. De acordo com a empresa, a utilização das tecnologias de ponta por meio do hub pode gerar uma redução de custos que varia entre 30% e 75%, dependendo diretamente do modelo de LLM escolhido pelo cliente corporativo.
Fonte:: convergenciadigital.com.br


