Rede privativa do governo federal adota criptografia avançada contra ameaças futuras

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

A nova Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal está sendo desenvolvida com a integração de criptografia pós-quântica, uma tecnologia de ponta voltada para blindar dados governamentais contra possíveis ameaças decorrentes da evolução da computação. A Entidade Administradora da Faixa (EAF), que responde pela implementação da rede fixa, optou por incluir esse nível avançado de segurança desde a fase conceitual do projeto, considerando a criticidade e a sensibilidade das informações que serão trafegadas pelo sistema.

A construção dessa rede privativa representa uma das obrigações atribuídas à EAF no edital do leilão do 5G. A iniciativa prevê a implantação de uma infraestrutura exclusiva de fibra óptica voltada exclusivamente para atender os órgãos do governo federal. Com essa malha dedicada, torna-se possível a transmissão de grandes volumes de dados com padrões elevados de desempenho e disponibilidade, o que contribui para minimizar gargalos operacionais e ampliar a confiabilidade das comunicações oficiais.

A decisão de incorporar a criptografia pós-quântica desde o planejamento inicial decorre da exigência de rigorosos protocolos de segurança para o tráfego de dados sensíveis da administração pública. Especialistas comparam a tecnologia a uma camada de proteção reforçada para impedir invasões em um ambiente altamente sigiloso. De acordo com Otavio Scardelato Junior, gerente da EAF, a concepção do projeto seguiu critérios estritos de segurança, antecipando-se aos saltos tecnológicos futuros.

O temor central que impulsiona essa estratégia tecnológica está ligado ao desenvolvimento de futuros computadores quânticos, máquinas que, em tese, possuirão capacidade de processamento suficiente para romper os sistemas criptográficos tradicionais utilizados nos dias de hoje. Diante dessa perspectiva, ganha destaque a necessidade de defesa contra uma tática conhecida no setor como harvest now, decrypt later (“colha agora, decifre depois”). Nessa modalidade de ameaça, dados protegidos são interceptados e armazenados no presente para que possam ser decodificados no futuro, quando os recursos computacionais necessários estiverem disponíveis.

Ainda segundo o representante da EAF, embora o ritmo exato do avanço dos computadores quânticos ainda seja incerto, a infraestrutura da rede governamental já nasce preparada para esse patamar de segurança elevado. O foco não reside apenas na defesa contra ataques de impacto imediato, mas na construção de uma base sólida para acompanhar a evolução tecnológica a longo prazo, garantindo a integridade e a confidencialidade das comunicações oficiais do país.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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