Raízes em comum de goleiros do Atletiba revela passado no mesmo clube amador

Redação Rádio Plug
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Morisco e Mycael começaram a carreira no mesmo ...

O tradicional clássico paranaense carrega em sua história recente um detalhe curioso que une os dois lados da maior rivalidade do estado. Antes de assumirem o protagonismo debaixo das traves de Coritiba e Athletico, os goleiros Pedro Morisco e Mycael dividiram o mesmo ponto de partida na formação esportiva: o Trieste, tradicional clube amador localizado no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Nascidos no ano de 2004, ambos os atletas trilharam caminhos distintos até o futebol profissional, mas compartilham o período em que vestiram a camisa da equipe alvirrubra da capital paranaense. Atualmente consolidados em suas respectivas equipes, os arqueiros protagonizam mais um capítulo dessa trajetória cruzada em gramados profissionais.

O início da trajetória de Pedro Morisco no futebol paranaense

Natural de Curitiba, Pedro Morisco deu os primeiros passos no esporte ainda na infância. Aos nove anos de idade, começou a frequentar as escolinhas do Trieste. O que chamou a atenção dos profissionais do clube naquele momento não foi o biotipo físico — que muitas vezes serve como base para a seleção de jovens goleiros —, mas sim a qualidade técnica demonstrada pelo garoto.

O então preparador de goleiros da instituição, Leonardo Stival, foi um dos nomes que apostaram no potencial do jovem atleta. O desenvolvimento técnico apresentado nas categorias de base do clube amador abriu portas para o passo seguinte. Em 2015, Morisco foi aprovado em uma avaliação oficial realizada pelo Coritiba e passou a integrar as equipes inferiores do Coxa no Centro de Treinamento da Graciosa. Anos mais tarde, consolidou-se como titular absoluto, ultrapassou a marca de 100 partidas no profissional, conquistou o título da Série B e alcançou convocações para defender as cores da seleção brasileira.

A chegada de Mycael a Curitiba após peneira no Norte do país

Enquanto Morisco crescia na capital, Mycael percorreu uma distância consideravelmente maior até chegar a Santa Felicidade. Nascido em Porto Velho, no estado de Rondônia, o goleiro destacou-se em uma seletiva realizada na região Norte do país e ganhou a oportunidade de tentar a sorte no futebol sulista.

Curiosamente, a primeira oportunidade do jovem arqueiro em avaliações não teve o desfecho desejado, passando inicialmente despercebido pelos observadores. No entanto, em uma nova chance concedida durante uma peneira realizada sob forte chuva e com o gramado bastante pesado, o atleta demonstrou resiliência e qualidade técnica suficiente para convencer a comissão técnica. A partir daí, ingressou no Trieste e, posteriormente, migrou para a estrutura de base do Athletico, clube com o qual o time amador mantinha forte parceria na época.

Após acumular convocações para as seleções brasileiras de base e oscilar no elenco principal, Mycael recuperou recentemente a condição de titular na equipe rubro-negra, firmando-se na reta decisiva da temporada.

Tradição na formação de talentos e de preparadores

A presença simultânea de dois atletas formados no Trieste em lados opostos de um clássico estadual não se trata de um caso isolado. O clube de Santa Felicidade construiu ao longo dos anos uma reputação sólida no desenvolvimento de jogadores para a posição de goleiro, funcionando como um verdadeiro celeiro de talentos no futebol brasileiro.

Outros nomes conhecidos do cenário nacional também passaram pela instituição em seus primeiros anos de chuteiras, a exemplo de Léo Linck, que também chegou ao grupo profissional do Athletico. Além dos atletas em campo, profissionais de comissão técnica da dupla Atletiba possuem ligação histórica com o clube amador. Nomes como Thiago Mehl, responsável pela preparação de goleiros no Coritiba, e Felipe Faria, do Athletico, desenvolveram etapas importantes de suas carreiras no ambiente do Trieste.

O suporte técnico oferecido aos jovens goleiros contava com projetos específicos voltados ao aprimoramento antes de testes em grandes equipes do país. Essa estrutura transformou o clube amador em uma porta de entrada estratégica para o futebol profissional.

Outros grandes nomes revelados pelo clube amador

Além da forte escola de goleiros, a lista de jogadores de linha que passaram pelo Trieste e alcançaram o futebol profissional é extensa, com destaque para atletas que ganharam projeção nacional e internacional vestindo a camisa rubro-negra e, posteriormente, defenderam grandes clubes do exterior e a própria seleção brasileira.

O zagueiro Léo Pereira iniciou sua trajetória no clube de Santa Felicidade quando tinha apenas 11 anos de idade. Inicialmente atuando como lateral-esquerdo, o defensor foi deslocado para a zaga durante o processo de formação. Após chamar a atenção de Athletico e Coritiba, seguiu para o Furacão, construiu carreira de destaque e acumulou passagens pelo futebol internacional, além de convocações para a seleção principal.

Outro exemplo de sucesso com passagem relâmpago pelo clube amador é o lateral-esquerdo Renan Lodi. O jogador permaneceu por cerca de sete meses nas dependências do Trieste antes de ser integrado às categorias de base do Athletico em 2012. Revelado pelo Furacão, Lodi transferiu-se para o futebol europeu e também firmou seu nome entre os convocados para defender o Brasil em competições internacionais.

Nomes como o atacante Marcos Guilherme e o defensor Lucas Halter também figuram na relação de atletas que utilizaram a base estruturada no clube amador paranaense como trampolim para o cenário profissional do esporte.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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