O governo da Colômbia determinou nesta terça-feira, 22, a intervenção das forças militares na cidade caribenha de Santa Marta. A decisão foi tomada em caráter de urgência como resposta direta a uma sequência de atentados direcionados a estabelecimentos comerciais e veículos na região, organizados e executados por uma facção ligada ao narcotráfico.
Em pronunciamento oficial sobre a situação na municipalidade, o chefe de Estado colombiano informou que uma operação das forças de segurança resultou na morte de um dos principais líderes e de outros 12 integrantes das Autodefesas da Serra Nevada (ACSN). A organização paramilitar é apontada pelas autoridades como financiada pelo tráfico de drogas e responsável por instaurar um clima de insegurança na área.
A escalada de violência tem afetado severamente o cotidiano dos aproximadamente 580 mil habitantes do importante polo turístico e portuário, além de impactar comunidades situadas nos arredores. A tensão na região aumentou drasticamente após a imposição de uma paralisação forçada por parte do grupo criminoso, que ameaçou comerciantes e motoristas para que cessassem suas atividades.
Como consequência das ameaças, diversos setores do município registraram ruas vazias, com o fechamento generalizado do comércio local e a suspensão completa dos serviços de transporte público. Registros em vídeo compartilhados em plataformas digitais evidenciaram a circulação de indivíduos armados a bordo de motocicletas, que efetuaram disparos de arma de fogo contra comércios que haviam decidido manter as portas abertas.
Diante do cenário de grave perturbação da ordem pública, o mandatário ordenou a imediata militarização de Santa Marta para restabelecer o controle estatal e proteger a população local. Assumindo o cargo executivo em agosto, a atual gestão tem reiterado o compromisso de combater de forma enérgica as organizações criminosas que mantêm suas operações por meio do narcotráfico, da exploração mineral ilegal e da prática de extorsões, contando para isso com a cooperação técnica de governos estrangeiros como os Estados Unidos e Israel.
“Quem não se submeter será morto, e não permitirei que continuem subjugando nosso povo pelo terror”, declarou o presidente durante o anúncio das medidas de segurança. Na mesma ocasião, foi confirmada a prisão de três indivíduos suspeitos de envolvimento direto nos recentes episódios de violência que paralisaram a cidade.
Fonte:: estadao.com.br


