Governo sul-coreano cobra pedido de desculpas da Ucrânia sob ameaça de novas sanções diplomáticas

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, adotou um tom firme nesta sexta-feira, 2, ao declarar que Seul poderá adotar medidas adicionais caso o governo da Ucrânia persista na recusa de emitir um pedido formal de desculpas público. A exigência surge após Kiev divulgar de maneira unilateral informações sensíveis sobre a transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para território sul-coreano, um arranjo que exigia rigorosa discrição diplomática.

O atrito diplomático começou a ganhar força semanas atrás, quando o presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, discursou perante a Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, Zelensky tornou público que as forças ucranianas haviam capturado dois soldados originários da Coreia do Norte em meio aos confrontos na Europa e que os enviou diretamente a Seul. Durante a intervenção, o líder ucraniano destacou que a captura dos combatentes não representou uma tarefa simples.

O impacto da revelação na segurança regional

A manifestação pública de Zelensky gerou forte mal-estar imediato nos bastidores do governo sul-coreano. Autoridades em Seul argumentavam desde o início que a preservação do sig absoluto em torno da operação era uma condição indispensável e urgente. O principal objetivo de manter a transferência em segredo era blindar os familiares desses prisioneiros contra eventuais represálias severas por parte do regime norte-coreano.

Diante da exposição não autorizada, a administração sul-coreana cobrou publicamente uma retratação oficial por parte de Kiev. No entanto, o desgaste aumentou após reações consideradas evasivas por parte de oficiais ucranianos, levando o chefe de Estado da Coreia do Sul a intensificar as cobranças publicamente.

“Se a Ucrânia continuar se recusando a reconhecer os fatos e a pedir desculpas publicamente, tomaremos medidas adicionais”, advertiu o presidente sul-coreano, expressando profunda insatisfação e acusando Kiev de tentar desqualificar a palavra oficial do governo de Seul ao tratá-lo publicamente como um agente difusor de inverdades.

Repercussão nas redes sociais e pronunciamento oficial

A tensão diplomática ganhou espaço nas plataformas digitais, onde o líder sul-coreano detalhou parte dos entendimentos prévios que teriam sido rompidos pela diplomacia ucraniana. Em uma postagem realizada por meio de sua conta oficial, Lee detalhou o ocorrido:

<북한포로 송환 관련, 우크라이나측이 비공개 요구를 해 비공개를 합의했는데 일방적으로 공개했고, 대한민국 대통령이 최대한 예의를 갖춰 아쉽다고 했더니 합의사실 없다고 상대국 국가원수를 거짓말쟁이로 만들고, 합의사실을 인정하고 사과하라고 했더니 도리어 남북간 군사충돌 임박 운운하며…

— 이재명 (@Jaemyung_Lee) October 2, 2026

Para o mandatário, o episódio ultrapassa uma simples divergência administrativa e atinge diretamente a honra institucional do país asiático. “Trata-se de uma questão que diz respeito à dignidade da República da Coreia e de seu povo, e não pode ser ignorada”, pontuou Lee na mesma publicação, repercutindo declarações recentes dadas pelo chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha.

Em entrevista concedida a veículos locais de imprensa ucraniana, como o portal RBC-Ucrânia, o ministro das Relações Exteriores ucraniano tentou minimizar a gravidade do atrito gerado pela divulgação. Sybiha preferiu não classificar o episódio como um incidente de grande proporção, definindo o ocorrido estritamente nos limites de um “mal-entendido diplomático”. Até o momento, o governo de Kiev não apresentou um posicionamento definitivo sobre a exigência de retratação formal feita por Seul.

Fonte:: estadao.com.br

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