Paraná Clube vai receber valor milionário do Santos por João Basso

Redação Rádio Plug
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Tricolor tinha valores a receber do Santos. Fot...

O Paraná Clube está prestes a receber um repasse financeiro importante vindo do Santos, referente à transferência do zagueiro João Basso, atleta que foi revelado nas categorias de base da equipe tricolor. A pendência financeira que motivou o pagamento estava atrelada ao mecanismo de solidariedade estabelecido pela Fifa, um sistema que visa bonificar os clubes formadores quando atletas criados em suas dependências são negociados internacionalmente entre clubes profissionais.

A diretoria do clube paulista precisou quitar essa e outras obrigações financeiras recentes para buscar um alívio em sua situação administrativa perante as instâncias internacionais do esporte. Além do valor devido ao Tricolor paranaense, o Peixe também regularizou contas pendentes ligadas às contratações de Álvaro Barreal e Benjamín Rollheiser. Para solucionar esses três processos específicos de uma só vez, a instituição paulista desembolsou aproximadamente R$ 946 mil, conseguindo assim derrubar momentaneamente três dos sete bloqueios de registro de atletas, conhecidos como transfer bans, que estavam ativos na Fifa.

A trajetória de João Basso e a ligação com o Paraná Clube

A história de João Basso com o futebol paranaense começou muito antes de sua projeção nacional. O defensor passou pelos centros de formação do Athletico e do Andraus antes de concluir o seu desenvolvimento nas categorias de base do Paraná Clube. Mostrando qualidade técnica e maturidade em campo, o jogador foi integrado ao elenco profissional no ano de 2016, ganhando oportunidades valiosas durante a campanha do clube na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

João Basso em sua época de formação no futebol paranaense.

Com o encerramento daquele ciclo no futebol brasileiro, o zagueiro buscou novos horizontes e transferiu-se para o futebol europeu, onde construiu a maior parte de sua consolidação profissional em solo português. Durante sua passagem pela Europa, defendeu as cores de equipes como Estoril, Real Massamá e, com maior destaque, o Arouca. Foi justamente atuando pelo clube português que o defensor chamou a atenção do mercado e acabou sendo contratado pelo Santos em 2023.

Devido ao período em que permaneceu no centro de treinamento tricolor durante a juventude, o Paraná Clube adquiriu o direito legítimo de reter uma fatia financeira de qualquer negociação internacional do atleta. O regulamento da entidade máxima do futebol determina que até 5% do valor total de transferências internacionais sejam distribuídos proporcionalmente entre os clubes que participaram da formação do atleta dos 12 aos 23 anos de idade.

Diferença entre o mecanismo de solidariedade e a compra principal

É importante ressaltar que o montante destinado ao clube paranaense não possui relação direta com a outra disputa judicial e financeira de grande porte que o Santos travou pelo mesmo jogador. No início da temporada, o clube da Vila Belmiro precisou desembolsar a quantia expressiva de 2,56 milhões de euros — o equivalente a cerca de R$ 15,3 milhões na cotação da época — para quitar o débito principal da aquisição de João Basso junto ao Arouca.

João Basso comemorando gol com a camisa do Santos.

Aquela pendência anterior também havia resultado em uma punição severa de proibição de registros aplicada ao clube paulista. Após esgotar as instâncias de apuração e sofrer um revés em um recurso apresentado perante a Corte Arbitral do Esporte, a diretoria santista realizou o pagamento integral aos portugueses em fevereiro. Agora, a nova movimentação financeira serve estritamente para honrar o compromisso secundário decorrente da mesma operação, destinando a fatia devida ao clube formador brasileiro.

Desafios financeiros e novas punições pendentes no horizonte do Santos

Apesar do alívio pontual com a queda de três restrições operacionais, o cenário administrativo do Santos ainda exige cautela e esforço financeiro de sua gestão. A equipe continua lidando com outros quatro bloqueios ativos que impedem a inscrição oficial de novos reforços para a sequência das competições oficiais.

As sanções que ainda permanecem vigentes decorrem de litígios salariais e trabalhistas envolvendo o ex-treinador Pedro Caixinha, além de três profissionais que integravam sua comissão técnica permanente: os auxiliares José Pratas e Pedro Malta, e o preparador de goleiros José Belman. Quando somados, esses débitos ultrapassam a marca de R$ 15 milhões.

Além das cobranças já oficializadas, a diretoria santista segue monitorando o risco iminente de sofrer uma nova punição internacional devido a pendências financeiras com o Al-Markhiya, do Catar, relacionadas aos custos e termos do empréstimo envolvendo o atacante Yusupha Njie.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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