Ex-goleiro detalha estilo rigoroso de Seedorf e relembra cobranças com Balotelli no Milan

Redação Rádio Plug
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Seedorf terá missão difícil no Timão. Foto: Fab...

A chegada de Clarence Seedorf ao comando técnico do Corinthians tem movimentado os bastidores do futebol brasileiro e gerado debates sobre a metodologia de trabalho que o ex-meia costuma adotar. Com passagens marcantes por gigantes europeus como Ajax, Real Madrid, Milan e pela seleção da Holanda, o novo treinador corintiano carrega uma bagagem de conquistas que moldou sua personalidade forte dentro e fora dos gramados.

De olho nesse cenário, o goleiro Gabriel Vasconcelos, com passagem recente pelo Coritiba, resolveu abrir o jogo sobre o período em que trabalhou diretamente com o comandante holandês. Os dois conviveram no Milan durante o ano de 2014, época que marcou a primeira experiência do ex-atleta como treinador profissional de uma equipe de grande expressão.

A exigência e o perfil vencedor do novo técnico corintiano

Durante participação no programa televisivo Resenha ESPN, Gabriel definiu Seedorf como um profissional extremamente exigente e focado na alta performance. Conforme o arqueiro destacou, o treinador não costuma transigir e cobra que todas as pessoas ao seu redor estejam sintonizadas com sua mentalidade competitiva e vencedora.

Para o goleiro, o histórico vitorioso construído pelo holandês ao longo dos gramados europeus serve como alicerce para a forma firme como ele conduz suas equipes. “Tem chance de dar muito certo por esse perfil dele bem exigente, bem vencedor”, pontuou o atleta durante a entrevista à emissora esportiva.

No entanto, Gabriel fez questão de ponderar que o elenco corintiano precisará assimilar rapidamente essa personalidade singular. Isso porque Seedorf gosta de participar ativamente de diversos setores do cotidiano do clube, exigindo que os jogadores acompanhem rigorosamente os parâmetros estabelecidos pela comissão técnica, sem espaço para descompromisso.

O rigor nos treinamentos e o episódio envolvendo Mario Balotelli

Para ilustrar a rigidez dos métodos aplicados pelo holandês, Gabriel relembrou uma situação emblemática vivida nos tempos de Milan, envolvendo o atacante italiano Mario Balotelli. Naquela época, a comissão técnica utilizava dados estatísticos e de monitoramento físico para estipular uma distância mínima que os atletas precisavam percorrer em alta intensidade durante as sessões de treinamento.

Como Balotelli frequentemente ficava abaixo das metas estipuladas pelos preparadores, ele não escapava das consequências. O polêmico atacante era obrigado a permanecer no gramado após o término das atividades regulares para cumprir obrigações extras. Nessas ocasiões, Balotelli realizava piques e arrancadas desde o meio-campo até a entrada da área, finalizando repetidamente contra o próprio Gabriel, que na época cumpria o papel de terceiro goleiro da equipe rossonera.

Goleiro Gabriel Vasconcellos com a camisa do Coritiba durante partida pelo clube

Segundo o goleiro brasileiro, Seedorf se mostrava irredutível e disposto a estender o expediente pelo tempo que fosse necessário até que o atacante atingisse o padrão físico exigido. A narrativa serviu para demonstrar que o treinador não abre mão de seus conceitos e não alivia nas cobranças, independentemente do status ou do renome do jogador em questão.

Além do rigor físico, o ex-comandante milanista também colecionava hábitos de alterar a rotina interna dos clubes por onde passava. Gabriel recordou, por exemplo, que o treinador chegou a mudar a trilha sonora tradicional executada no momento em que os jogadores do Milan ingressavam no gramado, evidenciando sua propensão a interferir em detalhes extracampo para moldar a identidade do grupo.

A trajetória de Gabriel Vasconcelos no futebol nacional e internacional

Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, Gabriel construiu boa parte de sua carreira no exterior, com uma década dedicada ao futebol italiano. Pela seleção brasileira de base, o goleiro viveu momentos de grande destaque, conquistando o Campeonato Sul-Americano e a Copa do Mundo Sub-20 em 2011, além de ter sido o titular na campanha da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano seguinte, embora não tenha chegado a consolidar convocações frequentes para a equipe principal.

O retorno ao cenário brasileiro ocorreu em 2022, quando assinou com o Coritiba após deixar o futebol europeu. Pelo Alviverde do Alto da Glória, o arqueiro disputou 62 partidas oficiais, vivenciando momentos de solidez sob as traves, mas também enfrentando turbulências e atuações contestadas durante as campanhas desafiadoras do clube paranaense.

Após a queda do Coxa para a Série B do Campeonato Brasileiro ao final da temporada de 2023, Gabriel perdeu espaço no elenco principal. No início do ano seguinte, atuou em apenas duas oportunidades antes de ser negociado por empréstimo com o Juventude em março de 2024, tendo ainda defendido as cores do Vitória na sequência. Atualmente, aos 34 anos, o goleiro encontra-se livre no mercado à espera de novos desafios na carreira.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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