O Coritiba avalia uma possível mudança em sua fornecedora de material esportivo para as próximas temporadas e negocia com a empresa italiana Macron. Caso o acordo seja concretizado, o Alviverde paranaense servirá como a porta de entrada da marca no mercado brasileiro do futebol.
Atualmente, a Macron possui forte presença internacional no esporte, estampando os uniformes de 134 parceiros globais, entre clubes de diferentes divisões, federações e comitês de arbitragem. Entre os nomes mais conhecidos no portfólio da empresa estão o Crystal Palace, da Inglaterra, o Bolonha e a Udinese, da Itália, o Hoffenheim, da Alemanha, além do clube argentino Vélez Sarsfield. No Brasil, a marca já fornece os uniformes oficiais utilizados pela arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Contrato vigente e histórico de divergências comerciais
Para que a parceria com a Macron possa ser firmada, a diretoria alviverde precisará lidar com a situação contratual atual. O clube possui vínculo firmado com a Diadora, também de origem italiana, cujo acordo tem validade oficial até o ano de 2029. No Brasil, a marca é licenciada pela empresa cearense Bomache, que também respondia pela fabricação dos materiais da antiga marca própria do clube, a 1909.
A relação entre a diretoria coritibana e a fornecedora passou por momentos de turbulência no passado. Durante o ano anterior, a gestão do clube veio a público expor insatisfações operacionais com a Bomache, apontando falhas na distribuição de camisas para o varejo e atrasos na entrega dos uniformes destinados aos treinamentos. Os impasses contratuais levaram o departamento jurídico a analisar possíveis medidas cabitíveis.
Apesar dos atritos anteriores, a temporada atual transcorreu sem novas polêmicas públicas envolvendo a marca. O calendário de lançamentos contou com a apresentação da camisa titular listrada horizontalmente, seguida pelo modelo alternativo com listras verticais, além de linhas comemorativas e temáticas que tiveram boa aceitação por parte da torcida coxa-branca.

Cenário de mercado e concorrentes
Mesmo com as tratativas em andamento com a Macron, a permanência da Diadora não está totalmente descartada devido à vigência do contrato. No entanto, o clube demonstra abertura para analisar alternativas no mercado esportivo. Além da marca italiana cotada para iniciar sua trajetória no país, outras empresas demonstraram interesse na parceria, como a espanhola Kelme e a japonesa Mizuno.
A definição sobre o futuro fornecedor passa por análises conjuntas de diversos setores internos do clube, englobando o planejamento do departamento de futebol, as estratégias de marketing e a gestão das lojas oficiais. Outro fator determinante nas negociações é a preservação da autonomia na criação dos designs, assegurando a originalidade e a identidade visual dos uniformes utilizados pelo time em campo.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


