Eleitores de sete municípios brasileiros participaram, no último domingo (25), de eleições suplementares para definir seus novos prefeitos e vice-prefeitos. Os pleitos fora de época foram convocados pela Justiça Eleitoral devido a diferentes motivações legais e ocorreram de forma simultânea ao segundo turno da disputa presidencial.
As votações extras movimentaram cidades em diferentes regiões do país, garantindo que administrações municipais que estavam sob novas regras ou indefinições pudessem definir seus representantes definitivos para o comando do Poder Executivo local.
Resultados nas urnas pelo país
No município de Arroio do Sal, localizado no litoral norte do Rio Grande do Sul, o candidato Felipe Valim (MDB) saiu vitorioso ao conquistar 4.592 votos, o equivalente a 62,96% dos votos válidos. Ele superou o adversário Valdir Censi (PP), que somou 2.701 votos (37%). A cidade contava com 9.496 eleitores aptos, registrando uma taxa de abstenção de 19%.
Já no estado de Tocantins, a disputa na cidade de Goiatins terminou com a vitória de Max Luz (Solidariedade). Ele obteve 3.863 votos, representando 52,85% da preferência do eleitorado, ficando à frente de Dida Filgueiras (Podemos), que contabilizou 3.446 sufrágios. O total de votos válidos no município tocantinense foi de 7.703, com uma abstenção calculada em 12,58%.
Na região metropolitana do Rio de Janeiro, a eleição suplementar em Itaguaí foi marcada por uma vitória expressiva de Haroldinho Jesus (PDT). O candidato recebeu 58.054 votos, alcançando 77,47% dos válidos. O segundo lugar ficou com Kelaine Goulart (Novo), com 14.260 votos (19,03%), embora sua candidatura ainda aguarde deliberação definitiva da Justiça Eleitoral. A disputa ainda teve a participação de Luciano Mota (PT), com 2.243 votos (2,99%), e Marcelo Cunha (Democrata), com 380 votos (0,51%). A abstenção na cidade fluminense atingiu 20,8%.
Disputas no interior paulista e no Paraná
O estado de São Paulo concentrou três dos sete municípios com novas eleições. Em Macedônia, situada no interior paulista, os eleitores escolheram Vado (PSD) como prefeito com 1.835 votos (57,54%). O candidato Adilson Helena (União) ficou na segunda posição com 1.354 votos (42,46%), em um pleito que registrou 18,42% de abstenção.
Em Martinópolis, a disputa suplementar envolveu três chapas diferentes. O vitorioso foi Beto Leite (União), que obteve 8.247 votos (59,09%). Ele superou Marquinhos Xavier (PSDB), que teve 4.166 votos (29,85%), e Gabriel Valões (MDB), que alcançou 1.544 votos (11,06%). A abstenção no município foi de 18,66%, totalizando 3.369 eleitores que deixaram de comparecer.
Na cidade paulista de Narandiba, Claudião Damacena (União) conquistou o maior número de votos, com 2.135 marcações (56,90%). No entanto, a confirmação oficial do resultado ainda depende de julgamento na Justiça Eleitoral, já que sua candidatura permanece sub judice. O opositor Pedrinho (PRD) terminou com 1.617 votos (43,10%), e a abstenção na localidade foi de 11,73%.
Por fim, no estado do Paraná, os eleitores de Santana do Itararé elegeram Zé Izac (PT) para o cargo de prefeito. O candidato obteve 2.043 votos, o que corresponde a 54,32% dos votos válidos, derrotando Brunão Mota (PSD), que ficou com 1.718 votos (45,68%). Dos 4.660 cidadãos aptos a participar da votação, 3.957 compareceram, resultando em uma participação de 84,91% e uma taxa de abstenção de 15,09%.
Entenda as eleições suplementares
De acordo com esclarecimentos divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições suplementares são convocadas obrigatoriamente em situações nas quais a Justiça Eleitoral indefere o registro, cassa a candidatura ou anula os votos do candidato que havia obtido a maioria no pleito municipal regular anterior.
Essas medidas punitivas e revisões de mandatos costumam ser motivadas por irregularidades graves, como infrações à legislação eleitoral, abuso de poder econômico ou uso inadequado da influência política durante a campanha, garantindo assim a legitimidade e a legalidade dos governos locais.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


