Porto de paranaguá impulsiona exportações de frango e consolida liderança global

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

O Porto de Paranaguá consolidou ainda mais sua posição de destaque no cenário internacional ao responder por quase metade de todas as exportações brasileiras de carne de frango entre os meses de janeiro e setembro de 2026. O terminal paranaense registrou a marca expressiva de 1,87 milhão de toneladas de proteína embarcada, o que representa um crescimento de 18,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o volume somou 1,57 milhão de toneladas. No panorama geral, o país despachou via mar 3,98 milhões de toneladas do produto no intervalo analisado.

Com esses números, o porto localizado no litoral do Paraná concentrou nada menos do que 65,1% de todo o crescimento verificado nas exportações nacionais de carne de frango congelada ao longo de 2026. Do total de 451,9 mil toneladas extras que o Brasil conseguiu exportar em relação ao ciclo passado, cerca de 294 mil toneladas passaram obrigatoriamente pela estrutura paranaense. Apenas no mês de setembro, o fluxo atingiu 199,2 mil toneladas, superando em 12% o desempenho de setembro de 2025.

O ritmo acelerado de operações reforça o papel de Paranaguá como o maior corredor logístico e de exportação de carne de frango congelada do planeta. Os dados oficiais são provenientes do Comex Stat, sistema gerido pelo Governo Federal que compila as estatísticas do comércio exterior brasileiro, em conjunto com o Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o reconhecimento internacional é fruto de planejamento e investimentos contínuos. A autoridade portuária destaca que a infraestrutura voltada para a ampliação da capacidade de estocagem e para o manuseio eficiente de contêineres frigorificados tem sido o grande diferencial. Essa estrutura dá suporte direto à competitividade do agronegócio paranaense, estado que se mantém firmemente na liderança da produção nacional de frango.

No mapa de destinos da carga que deixa os cais paranaenses, a China assumiu o posto de principal parceiro comercial entre janeiro e setembro, absorvendo 198,4 mil toneladas. O apetite do mercado chinês aumentou consideravelmente devido a ajustes na demanda interna, fazendo com que as importações saltassem de 325 mil toneladas acumuladas em todo o ano de 2025 para impressionantes 450 mil toneladas nos primeiros nove meses de 2026. O gigante asiático galgou posições, saindo da quinta colocação no ranking geral para o topo da lista de compradores da proteína brasileira.

O diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, aponta que o apetite internacional pela carne produzida no Brasil faz parte de um momento global extremamente favorável para o setor. Segundo ele, o cenário estimula novos aportes financeiros na cadeia produtiva, resultando em volumes maiores que encontram na infraestrutura do litoral paranaense a vazão ideal para o mercado externo.

Atualmente, a carne de frango figura como o 11º item mais comercializado pelo país no exterior e representa cerca de 5,5% do total de 33,9 milhões de toneladas movimentadas por toda a estrutura da Portos do Paraná ao longo deste ano.

Panorama geral da movimentação portuária

Considerando o acumulado de cargas que entram e saem pelos terminais estaduais, o volume total atingiu 52,1 milhões de toneladas. Desse montante, as importações responderam por 18,2 milhões de toneladas, o equivalente a 35% de toda a operação portuária no período.

Outro destaque expressivo veio do setor de óleos vegetais. As exportações de óleo de soja dispararam 63%, saltando de 760,6 mil toneladas nos nove primeiros meses de 2025 para 1,24 milhão de toneladas no mesmo ciclo de 2026. Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá respondeu por mais de 82% de todo o incremento nas vendas externas brasileiras do derivado.

Enquanto o volume exportado pelo país cresceu 586,6 mil toneladas no comparativo anual, o porto paranaense concentrou um aumento de 486,3 mil toneladas. Do total de 1,75 milhão de toneladas comercializadas pelo Brasil, 70% passaram pelos berços de atracação paranaenses.

Para a gestão portuária, essa alta robusta está diretamente ligada à capacidade operacional dos terminais e aos rigorosos padrões de controle de qualidade exigidos para o farelo e o óleo de soja antes do embarque, fatores que atestam a confiabilidade internacional dos produtos escoados pelo estado.

Soja em grão e contêineres mantêm trajetória de alta

A soja em grão permaneceu como o produto líder na pauta de exportações dos portos do Paraná. Entre janeiro e setembro, foram despachadas 13,29 milhões de toneladas, alta de 9% frente aos 12,2 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ano anterior. O grão representou 39,1% de tudo o que foi exportado pelo complexo marítimo paranaense.

O segmento de contêineres também registrou números positivos ao longo de 2026. A movimentação global passou de 1,22 milhão para 1,27 milhão de TEUs (medida padrão equivalente a contêineres de 20 pés), o que representa um avanço de 4%. Em termos de peso, as exportações via contêiner cresceram 6%, subindo de 7,01 milhões para 7,44 milhões de toneladas, ao passo que as importações evoluíram de 5,62 milhões para 5,96 milhões de toneladas.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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