Barulho de canhão antigranizo da Renault causa susto em moradores da Grande Curitiba

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Rede190.com.br

Uma situação inusitada e barulhenta tem gerado preocupação e incômodo entre os moradores de São José dos Pinhais, município localizado na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Fortes e repetidas explosões, provocadas por um dispositivo conhecido como canhão antigranizo instalado nas dependências da fábrica da montadora francesa Renault, causaram susto na vizinhança e movimentaram as redes sociais com relatos de apreensão.

O forte estampido, que facilmente pode ser confundido com o som de trovões intensos provocados por temporais ou até mesmo com disparos de armas de fogo de grande calibre, tem sido registrado com frequência nas imediações da planta industrial automotiva. Para quem vive na região, o impacto do barulho repentino altera a rotina e levanta dúvidas sobre a segurança e o conforto acústico no entorno da grande empresa.

Como funciona a tecnologia e qual o seu objetivo

O equipamento que tem assustado os moradores é utilizado pela indústria com uma finalidade específica: tentar proteger os milhares de veículos novos que ficam estocados nos pátios da fábrica contra eventuais danos causados por tempestades de granizo, um fenômeno meteorológico comum na região sul do país durante certas épocas do ano e que costuma gerar grandes prejuízos financeiros com latarias amassadas e para-brisas quebrados.

Do ponto de vista técnico, o sistema de canhão antigranizo opera por meio da realização de detonações controladas em solo. Essas explosões geram ondas de choque acústicas de alta intensidade que são direcionadas verticalmente em direção à atmosfera. A teoria por trás do uso industrial do equipamento defende que essas ondas sonoras seriam capazes de romper a estrutura das pedras de gelo ainda nas nuvens ou impedir que a umidade se cristalize em formato de granizo, forçando a precipitação em forma de chuva líquida ou granizo brando e inofensivo.

Controvérsia científica sobre a eficácia do equipamento

Apesar de ser adotado por algumas indústrias, agricultores e empresas ao redor do mundo como uma medida preventiva contra intempéries, o uso de canhões antigranizo é cercado de debates e ceticismo no meio científico. Especialistas apontam que a prática gera um significativo poluição sonora nas áreas urbanas vizinhas sem, contudo, apresentar resultados garantidos.

De acordo com posicionamentos de entidades de referência na área, como a Organização Meteorológica Mundial (OMM), não existem até o momento evidências científicas robustas, amplamente comprovadas e aceitas pela comunidade acadêmica que atestem a real eficácia dessa tecnologia na prevenção ou dissolução de tempestades de granizo. Enquanto a ciência questiona os reais benefícios do maquinário, os moradores dos arredores continuam lidando com o impacto direto das detonações em seu cotidiano.

Fonte:: rede190.com.br

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