A 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil segue em cartaz até o dia 11 de novembro, abrangendo mais de 50 municípios em todo o território nacional, o que inclui sessões em cidades paranaenses. A programação atual conta com 21 produções selecionadas, englobando 19 longas-metragens inéditos no circuito comercial e dois títulos clássicos que marcaram a história da cinematografia do país europeu.
Na capital paranaense, as exibições ocorrem em espaços tradicionais como o Cineplex Novo Batel, o Cinépolis Pátio Batel e o Cine Passeio. Já no interior do estado, municípios como Londrina e Maringá recebem a mostra por meio da rede Cineflix. O evento cultural é viabilizado graças à colaboração contínua entre a Aliança Francesa e a Embaixada da França no Brasil.
Para auxiliar o público a navegar em meio a tantas opções que vão desde o humor leve até densos dramas históricos, preparamos uma seleção de destaques dividida conforme o perfil de cada espectador. As recomendações incorporam declarações dos realizadores e do elenco sobre os bastidores das produções.
(Foto: Divulgação)
Para quem já fez loucuras por amor
O Beijo Elétrico (La Vénus Électrique)
Direção: Pierre Salvadori
Ano: 2026 | Duração: 2h02 | Gênero: Drama | Classificação: Livre
Ambientado na Paris da década de 1920, o enredo acompanha Antoine Balestro, um pintor em ascensão que paralisa sua produção artística após a perda da esposa. Mergulhado em profundo luto, ele busca contato espiritual com a falecida com o auxílio de uma vidente, cruzando assim o seu caminho com o de Suzanne, uma humilde artista circense.
Segundo o diretor Pierre Salvadori, a narrativa foge da exaltação artística para focar na complexidade dos vínculos afetivos. “Será que podemos amar e trair alguém ao mesmo tempo? Será que podemos amar e trair alguém de quem gostamos? São todas essas ambiguidades”, pontua o cineasta sobre os conflitos morais da trama.
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Para quem busca gargalhadas em meio ao caos
Bem-vindos a La Comédie Française (De La Comédie Française)
Direção: Martin Darondeau e Bertrand Usclat
Ano: 2026 | Duração: 1h15 | Gênero: Comédia | Classificação: Livre
Faltando apenas três horas para a estreia de sua primeira direção na Comédie-Française — a companhia teatral mais antiga ainda em atividade —, Nina se vê no olho do furacão. Falhas técnicas, atrasos cronometrados, estresse generalizado e conflitos entre os atores ameaçam ruir a superprodução, exigindo dela pulso firme para salvar o espetáculo.
A protagonista é interpretada por Pauline Clément, um dos novos nomes de destaque da comédia francesa. Integrante da própria companhia desde 2015, a atriz utilizou vivências reais dos bastidores para compor o papel. “Essa história não é verdadeira, mas tudo nela é verdade. Para essas personagens, a gente as exagerou um pouco, mas elas existem”, revela.
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Para quem acredita na força dos recomeços
Compostela, o caminho da terapia (Compostelle)
Direção: Yann Samuell
Ano: 2026 | Duração: 1h54 | Gênero: Comédia dramática | Classificação: Livre
Desconhecidos entre si, a professora Fred e o adolescente revoltoso Adam são unidos por intermédio de uma associação para realizarem juntos a tradicional peregrinação até Santiago de Compostela. Enquanto ela tenta fazer as pazes com o passado, o jovem busca uma válvula de escape para sua ira e sentimentos de rejeição.
Estrelado por Alexandra Lamy ao lado do jovem ator Julien Le Berre, o filme aborda o poder transformador da jornada. Lamy destaca a atmosfera única do percurso: “No Caminho de Compostela, há algo de espiritual que não existe em nenhum outro lugar. Quando partimos nessa peregrinação, todos temos na mochila as coisas da vida. E percebemos que deixamos muitas coisas para trás ao longo do trajeto”.
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Para os entusiastas de tramas políticas e históricas
De Gaulle: A França livre – Parte 1 e Parte 2 (La Bataille De Gaulle)
Direção: Antonin Baudry
Ano: 2026 | Duração: 2h40 cada | Gênero: Histórico / Thriller | Classificação: 14 anos
dividida em dois blocos, a duologia reconstrói a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da política internacional: o General Charles De Gaulle. A trama acompanha sua insistência em provar ao mundo que a Batalha da França não estava encerrada, desafiando previsões históricas pessimistas com sua audácia e convicção inabalável.
O elenco conta com Benoît Magimel no papel do General Pierre Koenig. Para o ator, a produção oferece um panorama inédito: “Não nos ensinaram a história da Segunda Guerra Mundial — pelo menos do ponto de vista de De Gaulle — dessa maneira na escola. Gostei dessa abordagem com todas as suas contradições”, aponta.
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Para quem cultiva a perseverança
A Ilustre Desconhecida (Ni vue ni connue)
Direção: Marc Fitoussi
Ano: 2026 | Duração: 1h55 | Gênero: Comédia | Classificação: Livre
Corinne Maclou ganha a vida como figurante em diversos sets de filmagem, alimentando o desejo secreto de ser descoberta e conquistar um papel de destaque. Quando cruza o caminho de uma atriz consagrada interpretada por Sandrine Kiberlain, ela vislumbra a chance de mudar de vida, dando início a uma relação cheia de reviravoltas.
Com roteiro e direção de Marc Fitoussi, o longa explora as nuances e os limites da amizade feminina, tendo Isabelle Huppert como protagonista. “O que me agradou em Corinne Maclou foi o fato de ela ser apresentada como insuportável, mas, à medida que o filme avança, percebemos não só que ela tem talento, quanto também é alguém muito leal”, analisa o diretor.
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Para quem gosta de dinâmicas familiares agitadas
O que é o amor? (C’est quoi l’amour?)
Direção: Fabien Gorgeart
Ano: 2026 | Duração: 1h48 | Gênero: Comédia | Classificação: 12 anos
A aparente simplicidade de um pedido — quando Fred solicita à ex-esposa, Marguerite, a anulação religiosa do antigo matrimônio para poder se casar novamente — desencadeia uma série de confusões. O que seria uma burocracia resulta em uma viagem até Roma que reúne os filhos e os novos parceiros de ambos.
O diretor aposta em um formato dinâmico focado nas excentricidades dos personagens. “É um humor que se baseia na personalidade dos personagens. Eu queria mesmo que a gente mergulhasse em uma família agitada, com muito ritmo, com personalidades muito marcantes”, resume Gorgeart.
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Para os fãs do clássico enredo de inimizade ao romance
Uma menina de ouro (Une fille en or)
Direção: Jean-Luc Gaget
Ano: 2026 | Duração: 1h26 | Gênero: Comédia romântica | Classificação: Livre
Marcada por uma infância caótica e pela falta de reconhecimento ao longo da vida, Clémence tem sua rotina alterada ao esbarrar em Paul, um pequeno empresário durão e irredutível. A partir desse encontro, ela passa a questionar o seu próprio valor e o rumo de sua trajetória pessoal.
A atriz Pauline Clément assume mais um protagonismo na programação do festival. Sobre a dinâmica do casal improvável, ela comenta: “No começo, quando conhece Paul, ela não espera de jeito nenhum que ele vá gostar dela, que ela vá se apaixonar por ele. Pra mim, é uma comédia romântica entre duas pessoas completamente alheias ao amor”.
Fonte:: bemparana.com.br


