A recente intervenção no Ueno Bank gerou uma onda de forte repercussão em território paraguaio, colocando em xeque a eficácia da fiscalização do sistema financeiro nacional, o nível de transparência institucional e a real segurança jurídica oferecida aos capitais estrangeiros.
O episódio ganhou contornos ainda mais complexos devido aos laços empresariais mantidos anteriormente pelo atual presidente do país, Santiago Peña, com o Grupo Vázquez, conglomerado que detém o controle da instituição financeira, com vínculos até março de 2025.
Essa turbulência recoloca no centro do debate a credibilidade das instâncias de controle do Paraguai, acendendo um sinal de alerta severo, especialmente entre empresários e investidores brasileiros que enxergam a nação vizinha como um polo estratégico para a expansão de seus negócios e alocação de recursos.
Atraído por uma estrutura de impostos competitiva e por diversos programas de incentivos fiscais, o Paraguai tem consolidado sua posição no cenário corporativo da América do Sul nos últimos anos. Contudo, a conjuntura atual demonstra que vantagens tributárias por si só não bastam quando surgem questionamentos fundamentais sobre a solidez da segurança jurídica, a garantia de proteção patrimonial e a previsibilidade da estabilidade institucional.
Diante desse cenário de incertezas, o meio empresarial passa a ponderar os riscos reais de direcionar patrimônio para o país. A construção de uma reputação sólida no mercado internacional e a atração duradoura de capitais estrangeiros dependem diretamente de pilares como governança transparente, responsabilidade fiscal e o fortalecimento de instituições independentes e rigorosas.
Fonte:: rede190.com.br


