Após aprovação do conselho, o que falta para o Paraná Clube oficializar a venda da SAF?

Redação Rádio Plug
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Torcida do Paraná Clube no jogo do acesso. (Fot...

Na última segunda-feira (22), o Conselho Deliberativo do Paraná Clube aprovou quase por unanimidade a proposta da empresa NextPlay para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), além do Acordo de Acionistas relacionado à SAF. A votação contou com 62 conselheiros a favor e apenas dois contrários.

Os únicos votos contrários foram do ex-presidente Rubens Ferreira e Silva, conhecido como Rubão, e Renato Collere, que já ocupou a presidência do Conselho. Rubão possui 10% das ações do Tricolor e anunciou que este percentual será transferido para a Associação com a concretização da venda da SAF. Collere, por sua vez, integra o Comitê da SAF, que em análise anterior se opôs à venda.

A aprovação da venda para a NextPlay esteve envolta em incertezas devido a esse parecer desfavorável do Comitê, que conta com a participação do presidente Ailton Barboza de Souza, do ex-mecenas Carlos Werner, de Fernando Giraldi e de João Quitéria, ex-vice-presidente da Torcida Organizada Fúria Independente. Barboza informou que não participou da decisão devido ao seu cargo atual.

No entanto, após a NextPlay responder a todas as perguntas dos conselheiros em reunião anterior, um avanço significativo foi dado para que o processo se concretize.

“A aprovação destes documentos representa um marco importante para a construção de uma solução definitiva para o Paraná Clube. Conseguimos estruturar um modelo que busca preservar integralmente a identidade do clube e criar as condições necessárias para um projeto sustentável de longo prazo. A Recuperação Judicial exige um nível elevado de transparência e segurança jurídica, e acreditamos que este formato oferece as garantias necessárias para todos os envolvidos”, comentou Pedro Weber, CEO da NextPlay.

Por sua vez, o Paraná Clube emitiu uma nota oficial celebrando a aprovação, ressaltando que “a deliberação é resultado de meses de trabalho, análises técnicas e diálogo entre dirigentes, conselheiros, credores e investidores, que sempre atuaram com o objetivo de construir soluções capazes de assegurar sustentabilidade, competitividade e perspectivas concretas para o futuro do Paraná Clube”.

Quais os próximos passos para o Paraná Clube vender a SAF?

Para concluir a venda da SAF, o Paraná Clube ainda precisa obter a Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, que comprova a regularidade fiscal. Esse importante documento só será disponibilizado após a conclusão da transação tributária com a União e o pagamento inicial de R$ 3 milhões. Com a aprovação dada pelo Conselho, o pagamento será realizado pela NextPlay nos próximos dias.

No mês passado, a juíza Mariana Fowler Gusso, da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, estabeleceu um prazo de 90 dias para a apresentação da certidão. Somente após a entrega do documento, ela poderá homologar o plano que foi aprovado pelos credores para a Recuperação Judicial.

Enquanto isso, a NextPlay vem trabalhando desde o ano passado na transição da Associação para a SAF do Paraná Clube. A empresa tem sido responsável pela formação do elenco e da comissão técnica que garantiram o retorno à elite do Campeonato Paranaense.

Além disso, a NextPlay implementou melhorias na Vila Olímpica do Boqueirão e transformou o estádio no novo centro de treinamentos da equipe profissional. Em parceria com o São Joseense, o local também foi novamente disponibilizado para a realização de jogos, com a possibilidade do Tricolor atuar no segundo semestre durante a Copa Paraná.

O acordo entre credores e Paraná Clube

A negociação para definir o plano da Recuperação Judicial e a venda da SAF só avançou após um acordo com o Banco Genial, com sede no Rio de Janeiro, que é o principal investidor da NextPlay. O banco pagará R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy, valor que será integralmente direcionado ao pagamento da Recuperação Judicial.

Sede da Kennedy. (Foto: Luana Kaseker/UmDois Esportes)

A proposta inicial do Paraná Clube gerou receio entre os credores, que temiam não receber nada no leilão da Sede da Kennedy. Por conta disso, foi estipulado um valor mínimo de R$ 70,8 milhões. Contudo, após novas negociações e com a garantia de pagamento, os credores aceitaram reduzir esse valor para R$ 60 milhões.

O imóvel será leiloado pelo montante estipulado e direcionado para o banco, que terá a possibilidade de igualar qualquer proposta superior. O pagamento dos R$ 60 milhões será parcelado em dez prestações anuais, com um ano de carência a partir da venda da SAF no processo de Recuperação Judicial.

Já a NextPlay assumirá a responsabilidade pelo pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central. Além disso, a empresa está em conversas com a União para a compra definitiva da Vila Capanema, embora o valor envolvido nesta transação ainda não tenha sido definido.

Os valores mínimos para investimento no Paraná Clube

  • R$ 42 milhões para o pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central
  • R$ 10 milhões para a construção de um centro de treinamento
  • R$ 60 milhões para investimento na Vila Capanema
  • R$ 10 milhões para o futebol em anos sem participação no Campeonato Brasileiro
  • R$ 21,9 milhões na Série D
  • R$ 28 milhões na Série C
  • R$ 46,8 milhões na Série B
  • R$ 85 milhões na Série A

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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