Casa de 1914 renasce após incêndio em Curitiba; conheça o empresário por traz do restauro

Redação Rádio Plug
Arley Smanhotto, empresário que compra e restau...

O primeiro semestre deste ano marca o início da restauração de sete imóveis históricos em Curitiba, todos idealizados pelo empresário Arley Smanhotto, que possui uma forte conexão com o Centro e um grande apreço por construções antigas. Um dos projetos em destaque é a Casa Maleski, um casarão datado de 1914, que está em fase final de restauro. Localizado na interseção das ruas Trajano Reis e Paula Gomes, o imóvel foi originalmente construído por Francisco Maleski.

“A Casa Maleski está, de fato, renascendo das cinzas, após um incêndio devastador que destruiu todo o seu interior em 2014. Levamos seis meses para a recuperação e o casarão está quase pronto para receber locação, abrigando dois novos negócios que prometem revitalizar a área: um café no térreo e um estúdio de tatuagem no andar superior”, explica Smanhotto.

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O casarão serviu como residência até 2009 e, ao longo dos anos, abrigou uma variedade de comércios, incluindo um açougue, um bar e uma lotérica, até que o incêndio em 2014 causou sua destruição. Em 2025, Smanhotto adquiriu o local dos herdeiros, e, em questão de meses, deu início às obras de restauro, respeitando as características do estilo eclético da edificação.

Processo de restauração

Os arquitetos responsáveis pelo projeto são Luiz Fernando Colnaghi e Luana Jochinsen, que trabalharam para garantir que a requalificação da Casa Maleski mantivesse as características originais do imóvel, típico do início do século 20. Cada elemento escolhido, desde os pisos até as esquadrias das janelas e forros em madeira, possui um significado especial, refletindo um diálogo fluido entre o passado e o presente. A estrutura metálica que suporta as paredes e o novo telhado foi planejada para ser discreta, preservando a memória original do espaço.

Todo o trabalho de restauro recebeu a autorização do Setor de Patrimônio Histórico do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), que é o responsável pela supervisão de projetos de restauro na cidade.

“Realizamos modernizações apenas quando necessário, especialmente nas partes elétrica e hidráulica, além de atualizações para garantir acessibilidade e segurança contra incêndios”, detalha Colnaghi.

Durante o processo de restauração, a equipe de obras liderada por Josué da Silva encontrou fragmentos históricos nas paredes internas que sobreviveram ao incêndio. Esses achados, que incluem três pinturas originais, agora fazem parte da ambientação do salão principal no térreo, preservando a história do local.

Restauro da Casa Amarela

Enquanto finaliza as obras da Casa Maleski, Smanhotto já começou a restaurar outro imóvel histórico: a Casa Amarela, localizada na Rua Inácio Lustosa, número 416. Construída pela família Reinhardt em 1910, a casa foi o local do antiquário de Raul Reinhardt Venhaz, que morou lá por mais de sete décadas. Anna Reinhardt, bisavó de Raul, foi uma destacada parteira em Curitiba.

A edificação, que originalmente tinha apenas um andar, foi ampliada em 1938 por Hermann Reinhardt, com a ajuda do engenheiro Arthur Bettes, renomado por seu trabalho no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR).

O quintal da Casa Amarela será transformado em um estacionamento e um charmoso jardim paisagístico que preservará árvores frutíferas, atraindo aves e mantendo um poço que resgata a memória do local.

O compromisso com a preservação histórica

Arley Smanhotto, 70 anos, dedicou a maior parte de sua carreira à construção de rodovias, mas nos últimos 15 anos encontrou uma nova paixão: a recuperação de casarões históricos para locação. Todos os projetos realizados por Smanhotto são acompanhados por técnicos do Ippuc e respeitam as Unidades de Interesse de Preservação (UIPs).

“Sempre tive um carinho especial por coisas históricas e, ao retornar para Curitiba, após trabalhar em diversas regiões do Brasil, comecei a adquirir imóveis no Centro e restaurá-los para locação. Pretendo continuar investindo e acreditando no Centro enquanto puder”, afirma Smanhotto.

Em 2025, ele foi homenageado pelo prefeito Eduardo Pimentel com a Comenda da Ordem da Luz dos Pinhais, a mais alta distinção da Prefeitura de Curitiba, em reconhecimento à sua contribuição para a preservação do patrimônio histórico e revitalização do bairro, alinhada ao programa Curitiba de Volta ao Centro.

O primeiro imóvel que Smanhotto restaurou, em 2010, fica na Rua Alfredo Bufren, de frente para a Praça Santos Andrade, e atualmente abriga um salão de beleza. Desde então, ele tem se empenhado em um ritmo intenso de aquisições e restaurações no Centro de Curitiba. Entre suas realizações, estão estabelecimentos que vão de restaurantes a escolas de balé, imprimiu seu compromisso com a revitalização histórica da região.

O empresário também possui na sua lista de imóveis restaurados a antiga residência no número 593 da Rua Barão do Rio Branco, onde viveu o ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner. Hoje, o local abriga um café e restaurante que se tornaram pontos de encontro na cidade.

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Fonte:: bemparana.com.br

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