China avalia restringir acesso estrangeiro a seus modelos de IA

Redação Rádio Plug
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Entre as companhias que participaram das discus...

O governo da China está considerando implementar medidas que visam restringir o acesso de estrangeiros aos seus modelos mais avançados de inteligência artificial (IA). Autoridades do Ministério do Comércio e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma se reuniram, em junho, com representantes de grandes empresas do setor para discutir as possíveis iniciativas. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.

Durante as reuniões, entre as empresas que participaram estiveram Alibaba, ByteDance e a startup Z.ai. Este movimento ocorre em um contexto de crescente globalização das ferramentas de IA chinesas, que são impulsionadas por custos competitivos e alta capacidade tecnológica. Um exemplo é o modelo R1 da DeepSeek, lançado em 2025, que se destacou entre as opções disponíveis no mercado. A estratégia da China reflete a percepção de que a tecnologia avançada tornou-se um ativo estratégico em termos de segurança nacional.

Além disso, está em consideração uma proposta que prevê a criminalização do vazamento ou roubo de tecnologias avançadas com base na legislação de segurança nacional chinesa. Existe também a intenção de restringir o financiamento de investidores estrangeiros para as startups locais que atuam na área de IA.

Especialistas jurídicos apresentaram ao Supremo Tribunal Popular uma sugestão para a criação de um sistema de controle em camadas. Esse sistema diferenciaria os modelos por complexidade: aqueles considerados básicos precisariam de um registro simplificado, enquanto os modelos mais avançados passariam por análises adicionais de segurança. Os sistemas que forem classificados como mais sensíveis seriam permitidos apenas para uso interno, restringindo seu compartilhamento com entidades estrangeiras.

Esse panorama das restrições propostas na China reflete tensões semelhantes às que estão sendo observadas nos Estados Unidos. O governo dos EUA implementou barreiras com o intuito de impedir que suas tecnologias sejam utilizadas por forças militares de outros países, como é o caso da China e da Rússia. Recentemente, em junho, os Estados Unidos impuseram restrições que levaram à suspensão global temporária de acessos a modelos desenvolvidos pela Anthropic, uma empresa de tecnologia.

Desde 2026, a China tem intensificado seu controle sobre o setor de inteligência artificial. Em abril, as autoridades governamentais solicitaram a descontinuação da compra da startup de IA Manus, que foi fundada na China e adquirida pela Meta em um negócio avaliado em US$ 2 bilhões. Além disso, novas regulamentações implementadas em junho ampliaram a fiscalização sobre dados e investimentos realizados no exterior, sinalizando uma postura mais rígida em relação ao fluxo de informações e capital em tecnologias inovadoras.

Essas ações da China revelam um esforço coordenado para garantir que sua tecnologia de ponta não apenas permaneça competitiva, mas também protegida contra a influência e a exploração externa. À medida que países ao redor do mundo se concentram em suas capacidades tecnológicas e em suas políticas de segurança nacional, a corrida pela liderança em inteligência artificial está se intensificando, colocando o futuro dessa tecnologia em um campo de competição geopolítica, ao mesmo tempo em que levanta preocupações sobre ética e segurança.

Fonte:: poder360.com.br

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