Crescimento urbano acelera e Paraná ganha equivalente a uma nova capital em três anos

Redação Rádio Plug
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Paraná possui a quarta maior área urbanizada do...

O ritmo acelerado de expansão urbana fez com que o estado do Paraná registrasse um crescimento equivalente ao surgimento de uma “nova Curitiba” em um intervalo de apenas três anos. Os dados fazem parte da quarta edição da pesquisa Áreas Urbanizadas do Brasil, disponibilizada pelo IBGE. De acordo com o levantamento, entre 2019 e 2022, o território paranaense destacou-se nacionalmente pelo avanço da mancha urbana, incorporando uma extensão de terra comparável à totalidade da área urbanizada de sua própria capital.

O mapeamento conduzido pelo instituto fundamenta-se na interpretação visual detalhada de imagens capturadas por satélites. Essa tecnologia permite desenhar o panorama espacial do fenômeno urbano a partir de aspectos do espaço vivido, como a densidade de edificações, a movimentação cotidiana de pessoas, a malha viária e a proximidade entre as habitações, consolidando o modo de vida característico das cidades.

No cenário nacional correspondente ao ano de referência de 2022, o Brasil somava pouco mais de 50,9 mil quilômetros quadrados de áreas urbanizadas, o que representa aproximadamente 0,6% da extensão territorial total do país. O Paraná, contudo, sobressaiu-se por figurar entre as unidades federativas com as maiores extensões urbanas absolutas, contabilizando 3.549,2 quilômetros quadrados dedicados a essa finalidade, o equivalente a quase 2% de sua superfície total.

No ranking nacional de estados com maior área urbanizada, o território paranaense fica atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Juntamente com a Bahia, esses quatro estados concentraram mais da metade de toda a área urbanizada brasileira no período analisado.

Dinâmica e composição do solo urbano paranaense

Dentro do contexto do Paraná, a maior parte do território classificado como urbano corresponde a zonas densamente construídas, somando quase 3 mil quilômetros quadrados. O restante divide-se entre áreas pouco densas e os chamados loteamentos vazios. A presença desses vazios urbanos é um indicador relevante para os especialistas, uma vez que o processo de expansão das cidades frequentemente se inicia com a abertura dessas estruturas, cuja disposição aponta para as direções do futuro crescimento do tecido urbano.

O avanço verificado entre 2019 e 2022 adicionou mais de 340 quilômetros quadrados de novas áreas urbanizadas ao solo paranaense. Esse acréscimo expressivo posiciona o estado logo atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Minas Gerais no volume de expansão territorial urbana no período.

Para dimensionar o impacto desse crescimento, o acréscimo verificado no estado supera ou equivale à superfície total de diversos municípios que integram a Região Metropolitana de Curitiba. Cidades como Balsa Nova, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Pinhais e Quatro Barras possuem extensões comparáveis aos novos espaços urbanizados incorporados pelo Paraná em apenas trinta e seis meses. Apenas o ganho de novas áreas urbanas no estado equipara-se à mancha urbana total da própria capital curitibana.

Padrões históricos de ocupação e destaque regional

A análise global do IBGE aponta que a ocupação urbana no país mantém, em grande medida, um padrão histórico herdado desde os primórdios da colonização no século XVI, concentrando-se fortemente nas faixas litorâneas e em seus entornos. No caso específico do Paraná, essa característica se traduz em uma densidade populacional e urbana muito mais marcante nos municípios situados no litoral e na Região Metropolitana de Curitiba.

Curitiba lidera com folga a lista de municípios mais urbanizados do estado, registrando quase 78% de seu território tomado por infraestrutura urbana. Outras cidades da região metropolitana, como Pinhais, Colombo e Fazenda Rio Grande, também ocupam as primeiras colocações no índice de urbanização proporcional.

No interior paranaense, os destaques ficam por conta de municípios da região norte, como Maringá e Sarandi, além de Foz do Iguaçu na fronteira, e cidades litorâneas como Matinhos e Pontal do Paraná, que aparecem com percentuais expressivos de seus territórios transformados em áreas urbanas.

Contrastes na Região Metropolitana

Apesar da forte urbanização na maior parte da Grande Curitiba, a mesma região abriga municípios que apresentam os menores índices de ocupação urbana do estado. É o caso de Adrianópolis e Doutor Ulysses, cujos territórios possuem taxas de urbanização inferiores a 0,2%. Ambas figuram entre as cidades mais distantes da capital e compartilham características logísticas desafiadoras, como o isolamento viário — sendo as únicas da região metropolitana que ainda enfrentam dificuldades de acesso por rodovias totalmente asfaltadas, embora obras de pavimentação já estejam em andamento em algumas rotas da região.

No panorama geral do estado, apenas o município de Coronel Domingos Soares, situado na região Sudoeste, apresenta um índice proporcional de urbanização ligeiramente inferior ao registrado nos extremos da Grande Curitiba, refletindo a diversidade geográfica e o perfil de ocupação territorial do interior paranaense.

Fonte:: bemparana.com.br

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