EBC apresenta nova plataforma de comunicação pública para TV aberta

Redação Rádio Plug
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Foto: © Joédson Alves/Agência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizou, nesta quarta-feira (1º), uma transmissão ao vivo para apresentar a jornalistas e influenciadores os detalhes sobre a implementação da TV 3.0, também conhecida como DTV+, no Brasil. Durante a apresentação, foram destacados os avanços tecnológicos da radiodifusão no país, as funcionalidades já disponíveis nas cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, além do papel fundamental da EBC na construção da nova infraestrutura digital.

A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, frisou a atuação da empresa no desenvolvimento da TV 3.0 desde 2023 e comemorou a criação da Plataforma Comum da DTV+, da qual a EBC é operadora.

O futuro da TV aberta

Durante o evento, Antonia Pellegrino explicou como a nova interface será apresentada ao público. “Quando ligarmos a TV, vai aparecer uma interface com vários aplicativos. E o primeiro ícone será o da Plataforma Comum, que funcionará como um hub onde o cidadão poderá acessar rapidamente os canais federais, além dos serviços digitais do governo”, disse.

Ela complementou, afirmando que em breve, através da televisão, será possível acessar serviços como o SUS Digital, o portal gov.br e a Tela Brasil. “Isso representa uma revolução no acesso, inclusão e democratização dos serviços ofertados pelo governo, uma vez que tudo estará à disposição do brasileiro por meio de um eletrodoméstico com o qual temos uma relação de muitos anos, o mais popular do país”, concluiu.

No encontro também estavam presentes o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; o diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Bráulio Ribeiro; o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, João Brant; e o secretário de Radiodifusão, Wilson Wellisch.

Brasil na vanguarda da tecnologia

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ressaltou que a chegada da TV 3.0 coloca o Brasil em uma posição de destaque na América Latina. “O Brasil lidera a implementação dessa nova tecnologia e pode se tornar o protagonista na divulgação e disseminação da DTV+ no continente”, afirmou.

O ministro também destacou o potencial da Plataforma Comum operada pela EBC como modelo para outros países. “A TV 3.0 é uma revolução na forma como consumimos conteúdo pela TV aberta. Além de permitir interatividade com programas ao vivo e oferecer conteúdo sob demanda, aproxima o cidadão dos serviços públicos”, declarou.

O secretário de Políticas Digitais, João Brant, destacou a importância da nova plataforma para estreitar laços entre a população e os serviços públicos. “Embora esses serviços já estejam disponíveis no celular, pelo smartphone, o usuário precisa fazer uma busca ativa. Na TV 3.0, essa lógica se inverte, permitindo que as informações sejam oferecidas diretamente na tela, facilitando o acesso”, explicou.

Brant exemplificou a utilidade da plataforma para estudantes: “Imagine um estudante se preparando para o Enem. Muitas vezes, ele pode não estar ciente de que o governo oferece cursos gratuitos de preparação. Na Plataforma Comum, haverá uma curadoria que destacará conteúdos relevantes para ele na tela, sem que precise procurar.” Ele acrescentou que a plataforma terá uma lógica editorial que mostrará conteúdos de acordo com os temas relevantes do momento.

Confiança na EBC

Sobre a escolha da EBC como operadora da Plataforma Comum, Brant comentou: “Foi um caminho natural. A decisão foi tomada por um comitê que envolveu representantes dos Três Poderes. A EBC já possui a expertise necessária em comunicação pública e a confiança dos envolvidos neste processo”.

Wilson Wellisch, secretário de Radiodifusão, também abordou a inclusão proporcionada pela nova TV aberta. “Ela vai além da qualidade de som e imagem. Por exemplo, aqueles que necessitam de audiodescrição poderão receber o áudio separado em um fone de ouvido, permitindo que os demais familiares assistam com o áudio original. Atualmente, essa opção não existe”, explicou.

Usabilidade da TV 3.0

Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, demonstrou na prática como funcionará a TV 3.0. Ele apresentou a set-top box, que deve ser conectada à televisão e à antena, mostrando a interface da DTV+. “Ao ligar a TV, não será mais direcionado à programação linear imediatamente. Em vez disso, aparecerá uma tela semelhante à de um streaming, onde você pode escolher o aplicativo do canal desejado, que o levará à programação ao vivo. Além disso, será possível consumir conteúdos sob demanda, participar de enquetes e acessar serviços”, detalhou.

Ribeiro fez uma demonstração usando o app da TV Brasil, já funcionando em Brasília, São Paulo e no Rio de Janeiro. Ele mostrou a opção de conteúdos sob demanda e a área de participação. “Imagine poder votar na pauta mais relevante para o programa ‘Sem Censura’ ou decidir o que a TV Brasil deve cobrir no dia seguinte. Tudo isso poderá ser realizado pelo controle remoto”, afirmou. Ele ainda apresentou dois serviços governamentais já disponíveis na DTV+: um que indica a Farmácia Popular mais próxima e outro que lista cursos de formação profissional oferecidos pelo governo.

Antonia Pellegrino concluiu enfatizando que a TV 3.0 redefine a missão da EBC. “A empresa foi criada há 18 anos para fornecer comunicação pública à população, entregando um jornalismo de qualidade e programação infantil diversificada. Com a chegada da TV 3.0, devemos também pensar na redefinição do nosso papel institucional, transformando-nos em uma infraestrutura de serviços digitais”, afirmou. “É um grande desafio e uma honra liderar esse projeto. Vamos nos dedicar para oferecer o melhor à população. Desde a minha chegada, implementamos uma política de inovação para buscar recursos que promovam inovações dentro da empresa”, finalizou Antonia.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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