O empresário Elon Musk, considerado a pessoa mais rica do mundo, declarou em entrevista à revista britânica The Economist que não apoia a “extrema direita”, mas sim o que chamou de “pessoas normais”. A conversa, veiculada em julho de 2026, foi posteriormente compartilhada pelo próprio bilionário em seu perfil na rede social X.
Durante a sabatina conduzida pela editora-chefe da publicação, Zanny Minton Beddoes, o tema central girou em torno de posicionamentos políticos e da percepção pública sobre o bilionário e a Europa. Questionado sobre um suposto apoio a partidos classificados como radicais, Musk argumentou que pautas defendidas atualmente já foram consideradas comuns no centro político há cerca de dez ou quinze anos.
Princípios básicos e críticas à imprensa
Para ilustrar seu argumento, o fundador da Tesla e da SpaceX desafiou a jornalista a apontar o que haveria de radical em três pilares fundamentais: fronteiras seguras, cidades seguras e responsabilidade fiscal. Para ele, esses conceitos foram rotulados de forma equivocada pela cobertura midiática.
“Gostaria de apenas admoestá-la e a mídia pela absurda caracterização da extrema direita, que é falsa, enganosa e sem sentido”, afirmou Musk durante a entrevista, criticando o que enxerga como uma distorção dos fatos por parte dos grandes veículos de comunicação.
Discursos de líderes democratas
Como parte de sua argumentação sobre a mudança no centro de gravidade da política ao longo dos últimos anos, o empresário mencionou que costuma utilizar registros históricos de figuras do Partido Democrata dos Estados Unidos para evidenciar como o discurso político se deslocou.
Musk citou exemplos de declarações passadas de nomes como Barack Obama e Bill Clinton voltadas ao rigor no controle migratório e à crítica à entrada de trabalhadores estrangeiros sem documentação. Segundo o bilionário, o mesmo conteúdo, quando associado a nomes como Donald Trump, costuma receber rejeição imediata de setores que ele classifica como pertencentes a uma “esquerda lunática”, sem que os críticos percebam a origem real das falas.
Debate sobre a Europa e segurança
A entrevista também abordou postagens anteriores de Musk sobre o continente europeu, em especial suas previsões pessimistas a respeito da segurança no Reino Unido. A editora da The Economist argumentou que os índices oficiais de criminalidade em Londres contradizem a imagem de um cenário caótico retratada nas redes sociais e pontuou que o empresário não visita o país há alguns anos.
Em resposta, Musk manteve sua posição, associando o fluxo migratório em larga escala a potenciais conflitos futuros de valores culturais. “Se você tem um grande e crescente grupo de pessoas cujas crenças são antitéticas às crenças ocidentais, em algum momento haverá um acerto de contas”, declarou.
A conversa ainda passou por discussões sobre liberdade de expressão na Europa, com críticas mútuas sobre o papel da imprensa e a regulação de conteúdos digitais, encerrando-se sem consenso entre a visão do bilionário e a perspectiva editorial da revista britânica.
Fonte:: poder360.com.br




