Foto: Cícero Oliveira/ Agecom/UFRN
Os Emirados Árabes Unidos comunicaram, nesta terça-feira (28), que deixarão a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+ a partir do dia 1º de maio. A informação foi divulgada pela agência Reuters.
A confirmação veio por parte do ministro de Energia dos Emirados, Suhail Mohamed al-Mazrouei, que explicou que a decisão foi tomada após uma revisão das estratégias energéticas do país.
De acordo com o ministro, trata-se de uma medida de caráter político, que foi decidida de forma independente, sem discussões prévias com os demais membros do grupo, incluindo a Arábia Saudita, que é a principal liderança dentro da organização.
Movimento ocorre em meio a tensões no mercado
A saída dos Emirados, que fazem parte da Opep desde 1967, acontece em um período de instabilidade no mercado global de energia. A situação é agravada por conflitos no Oriente Médio e por desafios logísticos no Estreito de Ormuz, uma rota vital que transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta.
Conforme a Reuters, essa conjuntura tem impactado o fluxo de exportações, principalmente após ameaças e ataques a embarcações que navegam pela região.
Impacto e bastidores
Embora a retirada possa gerará um impacto político dentro da Opep+, o ministro al-Mazrouei assegurou que a decisão não deverá causar grandes efeitos imediatos no mercado diante do atual cenário.
A saída dos Emirados também ocorre num contexto de críticas feitas pelo país a outras nações árabes, que são vistas como insuficientes no apoio durante os recentes ataques atribuído ao Irã.
Como aliado estratégico dos Estados Unidos, os Emirados ampliam seu distanciamento em relação à Opep, grupo que historicamente atua de maneira coordenada para influenciar a oferta global de petróleo e, consequentemente, os preços da commodity.
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Fonte:: canalrural.com.br



