O atacante colombiano Edwuin Cetré voltou a estampar o noticiário esportivo após protagonizar mais uma reviravolta em sua carreira. O jogador, que por pouco não se tornou a aquisição mais cara da história do Athletico, optou por cancelar sua transferência para o Nacional, do Uruguai, gerando também um atrito nos bastidores devido a declarações de um dirigente da equipe uruguaia.
As tratativas entre o atleta, que pertence ao Estudiantes, e o clube de Montevidéu estavam avançadas. A expectativa era de um acordo de empréstimo válido por um ano e meio, com término previsto para dezembro de 2027. O planejamento financeiro da transferência envolvia o pagamento de 320 mil dólares, além de estipular uma opção para a aquisição definitiva de 100% dos direitos econômicos do ponta ao término do vínculo.
No entanto, a negociação desmoronou na reta final por iniciativa própria do atleta. O próprio vice-presidente do Nacional, Flavio Perchman, confirmou o desfecho inesperado durante participação na Carve Deportiva.
“O negócio pelo Cetré estava fechado por empréstimo de um ano e meio e depois o ‘morocho’ não quis vir”, declarou o dirigente durante a entrevista.
A declaração de Perchman, especificamente o uso do termo “morocho”, rapidamente ganhou repercussão negativa. Internautas nas redes sociais interpretaram o vocábulo como uma alusão pejorativa à tonalidade da pele do atleta colombiano, e alguns veículos de imprensa da Colômbia chegaram a qualificar a fala como um ato de racismo.
Negociações frustradas e histórico de exames médicos
Esta não é a primeira vez na temporada que o nome de Cetré fica marcado por negociações que não se concretizam. Em fevereiro, o jogador chegou a viajar para Curitiba para passar por avaliações médicas e sacramentar sua chegada ao Athletico.
O Furacão mantinha tratativas avançadas para contar com o colombiano, que ostentaria o posto de maior investimento já realizado pelo clube paranaense. Contudo, os exames realizados no CT do Caju apontaram divergências clínicas, englobando aspectos cardiológicos e uma antiga questão no joelho, o que levou à interrupção imediata da transação. A operação financeira estaria na casa dos 6 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 31,1 milhões, pela totalidade dos direitos do atleta.
Poucos dias depois, o destino de Cetré quase foi o Boca Juniors. Mais uma vez, contudo, os testes clínicos representaram um obstáculo intransponível. A diretoria do clube argentino detectou resquícios de uma lesão prévia na articulação do joelho, fazendo com que as tratativas estagnassem.
Posteriormente, o Athletico tentou retomar o interesse, mas buscando uma reformulação nos moldes do negócio. A nova investida rubro-negra previa a aquisição parcial dos direitos econômicos, flutuando entre 60% e 70%, atrelando o restante do montante a metas de desempenho esportivo do atacante, mas o acordo tampouco prosperou.
Desta vez, contudo, a decisão de não avançar partiu unicamente do próprio jogador. Cetré segue vinculado ao Estudiantes, equipe na qual atravessa um momento de baixa produtividade ofensiva. Ao longo da temporada de 2026, o atleta acumula 26 aparições em campo, tendo contribuído com duas assistências e nenhum gol marcado até o momento.
Fonte:: umdoisesportes.com.br




