A capital paranaense entrou no clima de suspense e sobrevivência com uma ação promocional realizada nesta quarta-feira (16). O Shopping Jardim das Américas, em parceria com o Cineplus, promoveu uma sessão de pré-estreia especial que transportou os convidados diretamente para o universo de uma das marcas mais tradicionais dos videogames.
O evento serviu como aquecimento para a chegada do longa-metragem aos cinemas comerciais, programada para esta quinta-feira (17). A proposta da produção é trazer uma narrativa inédita e original inspirada na famosa propriedade intelectual da Capcom, apostando em uma atmosfera de survival horror combinada com doses de humor irônico e momentos de alta tensão.
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Uma nova perspectiva longe dos heróis tradicionais
Sob a direção de Zach Cregger — conhecido pelo trabalho em produções recentes do gênero —, o enredo se afasta dos arquétipos clássicos que marcaram a última década sob a tutela do cineasta Paul W.S. Anderson. Enquanto os filmes anteriores priorizavam sequências explosivas de ação e personagens altamente capacitados, como a emblemática protagonista interpretada por Milla Jovovich, a nova abordagem aposta no caos, no improviso e no completo despreparo de seus personagens.
O protagonista da vez é Bryan, interpretado por Austin Abrams. Diferente dos agentes especiais acostumados ao combate, ele é um entregador de medicamentos sobrecarregado e frustrado com a própria rotina. Em meio a uma confusão em um hospital lotado, o jovem acaba recebendo a missão de transportar um pacote rumo à icônica Raccoon City, enfrentando adversidades climáticas e o avanço gradual de um mundo à beira do colapso.
O roteiro constrói uma trajetória marcada por imprevistos em série — que incluem desde ligações inoportunas até fugas inesperadas. Essa estrutura de filme de estrada, somada ao fato de a encomenda carregar um insumo essencial para o desenvolvimento de uma vacina, estabelece paralelos temáticos com outras obras de sucesso do gênero de sobrevivência, como o universo de The Last of Us.
Subversão de expectativas e escolhas estéticas
A direção opta por desviar dos caminhos tradicionais das tramas de zumbis. As hordas de mortos-vivos e a violência em grande escala cedem espaço a elementos inspirados em diferentes subgêneros do terror. Há sequências de perseguição que remetem ao estilo slasher, além de criaturas que flertam com o conceito de horror corporal, distanciando-se do estereótipo clássico e sonolento dos monstros convencionais.
Apesar de transitar por um tom que mescla elementos de comédia dramática e suspense, o longa também dedica atenção à relação entre a linguagem cinematográfica e a interatividade dos jogos eletrônicos. Em determinados momentos, a câmera adota uma perspectiva em primeira pessoa que simula a visão de um jogo de tiro.
No entanto, a narrativa faz questão de lembrar as limitações do mundo real: ao contrário dos jogos, onde portas e barreiras intransponíveis são destruídas com facilidade por disparos de armas de fogo, os desafios cotidianos exigem soluções mais pragmáticas, como o uso de chaves ou a precisão em situações de pressão.
Ficha técnica e exibições
Mesmo com oscilações no ritmo ao longo do segundo ato e o uso acentuado de tiradas cômicas após a chegada a Raccoon City, a direção consegue entregar uma obra dinâmica que preserva a essência caótica e inventiva da franquia original.
- Título: Resident Evil
- Avaliação: Bom
- Estreia: Quinta-feira (17) nos cinemas
- Classificação indicativa: 18 anos
- Elenco principal: Austin Abrams, Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser
- País de origem e ano: Estados Unidos, 2026
- Direção: Zach Cregger
Fonte:: bemparana.com.br


