Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas neste sábado, dia 1º, na Colômbia após a explosão de um caminhão-bomba na cidade de Cúcuta, situada nas proximidades da fronteira com a Venezuela. De acordo estadao.com.br/internacional/eleicoes-na-colombia-quem-e-abelardo-de-la-espriella-o-milionario-que-promete-mao-de-ferro/?srsltid=AfmBOoq5e9u7kLstvssajUi6J3Lp2RLLoMlshA56BUqqJ-42sM11kTWr” target=”_blank” rel=”noreferrer”>Abelardo de la Espriella.
Nas primeiras horas da manhã, profissionais da imprensa registraram o veículo ainda em chamas posicionado nas imediações de uma delegacia de polícia na região. O cenário revelou fachadas de edifícios severamente danificadas, enquanto a área ao redor permaneceu isolada e tomada por um forte esquema de segurança, contando com a presença de militares, forças policiais e moradores que se aproximaram para observar os estragos causados pela detonação.
Em pronunciamento à imprensa, George Quintero, secretário de Segurança do departamento de Norte de Santander — localidade onde o atentado foi perpetrado —, detalhou o balanço inicial das vítimas. “Neste momento, temos oito policiais e três civis feridos… É um ato atroz e violento… e o que aconteceu é profundamente lamentável”, declarou o gestor.
Como desdobramento das investigações, as autoridades locais anunciaram o oferecimento de uma recompensa financeira equivalente a mais de 32 mil dólares em troca de informações que possam auxiliar na identificação e captura dos envolvidos no ataque.
Transição de poder e promessas de segurança
De la Espriella, representante da ultradireita colombiana, tem data marcada para assumir o comando do país em 7 de agosto, em solenidade programada para acontecer na cidade de Cali. Ele sucederá Gustavo Petro, o primeiro chefe de Estado de esquerda na história recente da nação sul-americana.
Contando com o respaldo político do governo de Donald Trump, o advogado e empresário tem enfatizado em seu discurso a intenção de endurecer o combate contra grupos guerrilheiros e cartéis do narcotráfico. O país atualmente enfrenta a pior crise de violência da última década, mantendo-se como o principal produtor mundial de cocaína.
Para viabilizar sua estratégia de enfrentamento ao crime organizado, o presidente eleito planeja estabelecer cooperações militares estratégicas tanto com os Estados Unidos quanto com Israel.
Repercussão internacional e cenário político
Atualmente em viagem oficial a Cuba, o ainda presidente Gustavo Petro ainda não havia emitido declarações oficiais sobre a explosão do caminhão-bomba em Cúcuta até o momento do fechamento desta reportagem.
A agenda de Petro em Havana incluiu encontros com Miguel Díaz-Canel para debater sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à ilha caribenha, bem como operações recentes conduzidas pela administração Trump contra embarcações suspeitas de ligação com o tráfico de drogas na região.
Em postagem veiculada na rede social X, Petro criticou recentemente as ações militares na área: “De Cuba, quero me opor a uma guerra no Caribe; os mísseis apontados para o Mar do Caribe — supostamente visando traficantes de drogas — mataram pessoas comuns, como as agências de inteligência dos EUA acabaram de confirmar. Não alcançaram nada, mas mataram 261 pessoas, incluindo, ao que parece, 50 colombianos”.
Esquema de segurança reforçado para a posse
Diante do clima de instabilidade e das ameaças registradas, a cerimônia de posse de De la Espriella contará com um aparato de segurança sem precedentes. A operação envolverá aproximadamente 11 mil agentes, entre soldados e policiais, atuando em frentes terrestres, aéreas e marítimas.
Tradicionalmente realizados no prédio do Congresso, em Bogotá, os rituais de transição foram transferidos para Cali a pedido do próprio presidente eleito. Localizada no sudoeste colombiano, a cidade é historicamente marcada por confrontos acirrados entre facções do narcotráfico e grupos guerrilheiros armados.
A tensão na região aumentou consideravelmente devido à postura de De la Espriella, que já manifestou a intenção de encerrar os diálogos e acordos de paz que a gestão de Petro vinha mantendo com diversas facções armadas. O político também tem reiterado publicamente a existência de ameaças concretas e planos voltados contra sua integridade física.
Tentativas anteriores de realizar o evento em uma base militar situada no departamento do Cauca — área considerada de alto risco — foram descartadas após negativa por parte do governo de Gustavo Petro.
O ambiente político colombiano recente tem sido profundamente afetado por episódios de violência e atentados, que incluem a utilização de artefatos explosivos, drones carregados com explosivos e ações diretas contra agentes da força pública. Em 2025, o cenário foi marcado pelo assassinato do senador conservador e pré-candidato presidencial Miguel Uribe Turbay, baleado durante um evento público na capital do país.
Fonte:: estadao.com.br




