FMI pede foco fiscal na Europa e vê impacto da guerra no crescimento da região

Redação Rádio Plug
Logo do FMI em sua sede em Washington (Foto: Yu...

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um apelo a países europeus para que implementem medidas fiscais mais específicas em resposta ao recente choque energético provocado pela guerra no Irã. A organização recomenda que, em vez de adotar pacotes amplos de suporte que podem sobrecarregar as finanças públicas, os governos priorizem o auxílio às famílias mais vulneráveis. O FMI destaca que as ações tomadas após a crise do gás resultaram em custos de aproximadamente 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países, enquanto poderiam ter sido contidas a apenas 0,9% se houvesse um foco mais restrito.

No dia 17 de fevereiro, durante uma coletiva de imprensa, a instituição também expressou preocupação com os efeitos adversos da guerra no Oriente Médio sobre o crescimento econômico na região. As previsões indicam uma redução média de cerca de 0,5 ponto percentual no PIB até 2027, com consequências mais severas para os países que dependem da importação de energia e aqueles que têm economias mais abertas ao comércio exterior.

A diretora do FMI observou que, apesar dos desafios, a instituição mantém um balanço de riscos que ainda se inclina para baixo, e não se prevê um cenário mais favorável do que o atual, embora a possibilidade de resultados ainda mais negativos não possa ser descartada. Como uma resposta a esse cenário, o FMI aconselha a manutenção de uma disciplina fiscal rigorosa, além da implementação de políticas temporárias e focadas para atenuar os efeitos do impacto energético.

Adicionalmente, o Fundo enfatizou a importância de avançar em reformas estruturais e na integração econômica na Europa, que incluem melhorias no mercado de capitais, maior mobilidade laboral e a união energética entre os países da região. Estas reformas são vistas como essenciais para enfrentar os desafios atuais e futuros, promovendo uma recuperação robusta e sustentada.

O FMI também definiu como “inevitável” a continuidade do processo de transição energética, sublinhando que essa mudança é crucial para reduzir as vulnerabilidades externas. Essa transição é considerada não apenas uma resposta aos eventos atuais, mas uma estratégia a longo prazo para garantir o crescimento econômico sustentável na Europa.

A análise do FMI visa alertar os países sobre a urgência de adotar estratégias fiscais mais eficazes e abrangentes, que não apenas atendam as necessidades imediatas da população em tempos de crise, mas que também garantam um futuro mais resiliente e seguro do ponto de vista econômico.

Fonte:: infomoney.com.br

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