O governo federal oficializou nesta quarta-feira (28) a concessão de garantia para um empréstimo no valor de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios. A medida, publicada por meio de um despacho assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, no Diário Oficial da União, tem como objetivo principal viabilizar a continuidade do plano de reestruturação financeira da estatal.

A operação de crédito foi firmada com um consórcio composto por quatro instituições financeiras de peso no mercado: os bancos ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan S.A. Na prática, a concessão de garantia por parte da União assegura que o Tesouro Nacional assumirá a quitação das parcelas caso a empresa postal venha a enfrentar dificuldades e se torne inadimplente.
Este novo aporte financeiro integra uma estratégia mais ampla de recuperação econômica da companhia e se soma a outros R$ 12 bilhões captados em dezembro de 2025. Esses recursos anteriores já haviam sido direcionados para dar o pontapé inicial nas ações voltadas a contornar o cenário de instabilidade financeira, que acumulou uma série de resultados negativos nos últimos anos.
Segundo os cálculos iniciais estruturados para o projeto de recuperação, a estatal estimava a necessidade de injetar cerca de R$ 20 bilhões para implementar todas as mudanças necessárias. A meta central dessas diretrizes é estancar o fluxo de prejuízos e fazer com que a operadora logística retorne à lucratividade a partir de 2027.
Entre as frentes de ação planejadas pela diretoria estão a implementação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV), a desativação estratégica de unidades operacionais consideradas deficitárias e a regularização de pagamentos pendentes com fornecedores e parceiros comerciais.
Apesar dos esforços de reestruturação, os indicadores recentes ainda refletem o tamanho do desafio enfrentado pela gestão. No segundo trimestre de 2026, os Correios reportaram um prejuízo de R$ 2,39 bilhões. Embora o montante ainda seja expressivo, o resultado representou uma retração de 24,4% nas perdas em comparação com o desempenho financeiro registrado no primeiro trimestre do mesmo ano.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


