Jovem paranaense é assassinada pelo namorado em santa catarina dias após iniciar o ensino superior

Redação Rádio Plug
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Joviana foi vítima de feminicídio aos 19 anos (...

A estudante Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, natural de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, foi brutalmente assassinada pelo companheiro, um jovem de 21 anos, no município de Sangão, localizado no Sul de Santa Catarina. O crime ocorreu justamente na semana em que a jovem havia dado início a uma nova etapa em sua vida acadêmica, mudando-se para cursar o ensino superior.

Joviana havia iniciado as aulas no curso de Ciências Biológicas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) logo nos primeiros dias do mês de agosto. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, a dinâmica do crime aponta que a estudante foi morta durante uma discussão com o namorado na sexta-feira (7). Contudo, o corpo da vítima só foi localizado dias depois, na segunda-feira (10), momento em que as autoridades já realizavam diligências para esclarecer o desaparecimento. O principal suspeito foi preso e permanece à disposição da Justiça.

Investigação policial e dinâmica do crime

O alerta sobre o sumiço da jovem partiu da própria família, que estranhou a falta de contato e o fato de Joviana não responder às mensagens enviadas pelo celular. Diante da ausência de notícias, os familiares acionaram as autoridades policiais, que iniciaram as buscas na região. O corpo da estudante acabou sendo encontrado no interior da residência onde o suspeito morava.

De acordo com o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil, o jovem residia no local com a mãe e a avó. No entanto, o quarto utilizado por ele contava com uma particularidade: permanecia constantemente trancado, impedindo qualquer tipo de acesso por parte dos demais moradores da casa.

O delegado responsável pelo caso, Murilo da Cunha, destacou que os levantamentos iniciais revelam um histórico de relacionamento bastante conturbado entre o casal. O investigador apontou ainda que o suspeito costumava levar outras mulheres para o seu quarto, mantendo o espaço sob chave e isolado, de forma que nem a mãe nem a avó tivessem conhecimento ou contato com as pessoas que frequentavam o cômodo restrito.

Após os procedimentos legais e a liberação do corpo pelas autoridades catarinenses, Joviana Evelyn Iankovski foi transladada para o Paraná. O sepultamento da jovem está programado para ocorrer em Pato Branco, sua cidade natal.

Canais de apoio e denúncia contra a violência de gênero

Casos de violência doméstica e agressões contra a mulher representam uma grave violação de direitos humanos e podem — e devem — ser denunciados, mesmo em situações em que a própria vítima esteja impossibilitada de realizar o registro pessoalmente.

Para emergências, quando a violência estiver em andamento ou houver risco iminente à vida, a orientação dos órgãos de segurança pública é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do número 190. Já para situações que não configurem flagrante ou urgência imediata, denúncias anônimas ou informativas podem ser encaminhadas pelo Disque-Denúncia no telefone 181.

Mulheres maiores de 18 anos que tenham sido vítimas de violência também contam com a facilidade de registrar um Boletim de Ocorrência pela internet.

Outra alternativa viável é o atendimento presencial em qualquer unidade da Polícia Civil ou em uma Delegacia da Mulher (DVM), órgãos especializados no acolhimento e proteção de vítimas de violência de gênero nas localidades que contam com essa estrutura. Telefones e endereços das Delegacias da PCPR

A participação da sociedade por meio de denúncias é considerada um fator determinante para interromper o ciclo de violência doméstica, garantindo proteção às vítimas e prevenindo novos desfechos trágicos.

Fonte:: bemparana.com.br

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