Junho Preto alerta sobre os riscos do câncer de pele, um problema frequente e subestimado

Redação Rádio Plug
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Foto: Foto: magnific

O câncer de pele se configura como o tipo mais comum no Brasil, muitas vezes não recebe a atenção devida por parte da população. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa variedade de câncer representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Isso reforça a relevância de campanhas de conscientização como a do Junho Preto, que têm como objetivo promover a prevenção, o diagnóstico precoce e a educação em saúde.

Embora a notícia não seja alentadora, considerando que o câncer de pele pode acarretar consequências severas caso não seja identificado e tratado a tempo, é importante destacar que a maior parte dos casos apresenta boas perspectivas de cura quando diagnosticada nas fases iniciais.

O oncologista Gustavo Vasili Lucas, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), ressalta que “muitas pessoas acreditam que o câncer de pele sempre aparece como uma pinta escura ou uma lesão evidente, mas essa não é a única forma. Lesões que não cicatrizam, manchas que apresentam alterações ou crescimento progressivo devem ser avaliadas por um médico”. Ele enfatiza que um dos principais desafios é conscientizar a população sobre a necessidade de observar a própria pele e adotar hábitos que previnam a doença. “O diagnóstico precoce é o fator que mais influencia as chances de cura”, completa.

Diversos tipos de câncer de pele

Quando as células da pele começam a se multiplicar de maneira descontrolada, surgem os tumores, que são característicos do câncer de pele. A doença é mais prevalente em áreas que estão frequentemente expostas ao sol, como o rosto, o couro cabeludo, o pescoço, os braços e as pernas.

Os tumores não melanoma são os mais comuns entre os casos da doença, enquanto o melanoma, que é considerado o tipo mais agressivo, se destaca por sua habilidade de se disseminar para outros órgãos.

Embora o melanoma seja menos frequente, ele demanda atenção especial. Quando diagnosticado em fases iniciais, conta com altas taxas de cura, entretanto, se identificado em estágios avançados, pode requerer tratamentos mais complicados.

Sinais que devem ser observados

Os sintomas do câncer de pele variam segundo o tipo de tumor, mas existem alguns sinais que devem servir como alerta:

  • Feridas que não cicatrizam;
  • Manchas que aumentam de tamanho;
  • Pintas que mudam de cor, formato ou espessura;
  • Lesões que sangram com facilidade;
  • Áreas com descamação constante;
  • Coceira ou sensibilidade em uma parte específica da pele.

Os especialistas também recomendam atenção ao chamado critério ABCDE para o melanoma: Assimetria, Bordas irregulares, Cor desigual, Diâmetro aumentado e Evolução da lesão ao longo do tempo.

A evolução dos tratamentos e suas perspectivas

O tratamento do câncer de pele varia conforme o tipo e o estágio da doença. Muitas vezes, uma simples cirurgia para remoção da lesão é suficiente, mas em casos mais avançados podem ser indicados tratamentos como imunoterapia, terapia-alvo, radioterapia e, em situações específicas, quimioterapia.

Nesse contexto, os avanços na oncologia têm aumentado consideravelmente as opções de tratamento, especialmente para pacientes com melanoma em estágios mais avançados. “Atualmente, temos acesso a tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes. No entanto, nada supera os benefícios que um diagnóstico precoce pode proporcionar. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de cura e menores os impactos associados ao tratamento”, destaca Gustavo Vasili Lucas.

A importância da prevenção

A exposição excessiva à radiação ultravioleta continua sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Além disso, aspectos como histórico familiar, pele clara, grande quantidade de pintas, ocorrência frequente de queimaduras solares e o uso de câmaras de bronzeamento artificial também elevam o risco da doença.

Especialistas recomendam algumas medidas eficazes para a prevenção:

  • Uso diário de protetor solar;
  • Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Utilização de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros;
  • Reaplicação do protetor solar durante o dia;
  • Realização de acompanhamento dermatológico regular.

No contexto do Junho Preto, a mensagem é clara: informação, prevenção e diagnóstico precoce são as ferramentas mais eficazes para mitigar o impacto do câncer de pele e salvar vidas.

Fonte:: bemparana.com.br

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