Memória da antiga Telepar é entregue para preservação no Paraná

Redação Rádio Plug
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A eentrega da Coleção Ouro Telepar no Instituto...

O Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR) passou a abrigar, oficialmente, todo o acervo documental que reconstrói a trajetória da antiga Telecomunicações do Paraná (Telepar). A entrega simbólica dos registros aconteceu na última quinta-feira (6), durante uma solenidade realizada na sede da instituição, localizada na região central de Curitiba, que contou com a presença da diretoria do instituto e de ex-colaboradores da estatal.

O conjunto de arquivos, batizado de “Coleção Ouro Telepar”, foi reunido e salvo após um hiato de 28 anos desde o encerramento das atividades da companhia. O material abrange documentos fundamentais que detalham a atuação da empresa entre os anos de 1963 e 1998. Entre os itens preservados constam relatórios administrativos, edições históricas das revistas da marca, publicações do jornal interno “Ligação Interna”, além de exemplares de listas telefônicas da capital e do interior paranaense, junto a livros publicados tanto antes quanto depois do processo de privatização.

A iniciativa de destinar o acervo aos cuidados do IHGPR partiu do escritor José Francisco Cunha, que atuou como representante da comunidade de antigos funcionários, conhecida como comunidade telepariana. Em junho deste ano, Cunha levou a proposta ao presidente da entidade, Paulo Roberto Hapner, que prontamente aceitou a custódia. Na ocasião da tratativa, Hapner destacou a relevância da empresa para o desenvolvimento regional, afirmando que a trajetória da companhia se funde com a própria história do estado.

Celebração dos 63 anos e novos lançamentos

A transferência da documentação integra o conjunto de atividades comemorativas alusivas ao marco simbólico dos 63 anos da fundação da Telepar. A programação festiva tem novos desdobramentos previstos para o dia 7 de novembro, data em que ocorrerá um evento comemorativo e o lançamento oficial do livro “DNA Telepar II: Contos e Causos!”, obra que também será incorporada à Coleção Ouro.

Em paralelo ao evento literário, o projeto contempla a digitalização de outras obras de referência, como “Telepar: A revolução das telecomunicação no Paraná” e “DNA Telepar: O coração pulsante!”. Os livros digitalizados serão disponibilizados futuramente para acesso público em uma plataforma digital dedicada ao tema.

A mobilização em torno das homenagens e resgate histórico da extinta empresa conta com o apoio de dezenas de ex-integrantes e parceiros, incluindo Abilio de Oliveira Santana, Agostinho Bruno Zibetti, Armando Pertuzati, Boris Martins, Carlos Martinesco, Deomar Miguel Bremm, Fujio Takamura, Hatiro Tamaru, Helio Bampi, Ivete Donatti, José Francisco Cunha, Jurandyr Foltran, Laudálio Veiga Filho, Luiz Fernando Torres Cardozo, Manoel Estevez Rodriguez, Marcos Olandoski, Maria da Luz Falce Schult Sadiha, Maria Israelina Hugen Esnarriaga, Mario Campanholi, Nelson de Paiva Bello, Orleans Eidson Siqueira Côrtes, Pedrinho de Bortoli, Raul Antonio Del Fiol, Renato Antonio Johnsson, Roberval José Mazzoli Boni, Ronaldo Camara Kraemer, Valdinei José Ferrari e Wilson Raimundo Pickler.

Histórico e tradição do IHGPR

Fundado em 24 de maio de 1900, o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná nasceu inserido no contexto das comemorações do quarto centenário da chegada dos navegadores portugueses ao litoral brasileiro.

Sob a liderança do jornalista, professor e historiador Alfredo Romário Martins, o instituto iniciou suas atividades sem sede própria, operando inicialmente em dependências da Biblioteca Pública do Paraná, do Clube Curitibano e na residência do próprio Romário Martins. A criação da entidade paranaense teve como principal inspiração o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), fundado na segunda metade do século XIX sob o forte incentivo do imperador Dom Pedro II, com o objetivo de fomentar o estudo da ciência e da história nacional.

Atualmente, a sede do IHGPR está situada na Rua José Loureiro, número 43, no centro de Curitiba. O espaço funciona como um repositório vivo da memória estadual, abrigando documentos textuais, registros fotográficos e peças raras que retratam a evolução histórica do Paraná desde a fundação da instituição.

Fonte:: bemparana.com.br

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