O mercado brasileiro de leguminosas apresenta cenários distintos para as principais variedades comercializadas no país. Mesmo diante de um ritmo de consumo considerado lento pelo setor, os preços do feijão-preto registraram avanço ao longo do mês de outubro, enquanto a cotação do feijão-carioca apresentou leves recuos, conforme apontam os dados divulgados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).
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Comportamento de preços no campo e no varejo
A análise realizada pelos pesquisadores do Cepea indica que, no acumulado do ano, tanto o feijão-preto quanto o carioca apresentam valorização no campo, com o preto liderando esse movimento de alta. No entanto, quando o cenário analisado é o do varejo, a dinâmica se inverte, e a variedade carioca passa a exibir a maior alta anual nas prateleiras dos supermercados.
Especialistas da instituição pontuam que, embora existam expectativas de uma gradual recuperação dos estoques nacionais de grãos para as temporadas futuras, isso não será suficiente para eliminar por completo a restrição na oferta do produto. As projeções indicam que os volumes colhidos e armazenados permanecerão em patamares considerados baixos, o que sustenta os preços em patamares elevados para o consumidor e para o produtor rural.
Panorama regional da comercialização de grãos
O levantamento detalhado por regiões demonstra disparidades significativas nos valores praticados em diferentes estados produtores e centros consumidores. No caso do feijão-carioca tipo peneira 12 , o valor da saca de 60 quilos oscilou de forma expressiva. O menor preço foi registrado no município de Sorriso, em Mato Grosso, onde a saca foi comercializada a R$ 290,18. Por outro lado, o maior preço da categoria foi verificado no estado de São Paulo, alcançando R$ 348,43 por saca — embora o mercado paulista também tenha liderado a maior retração diária do período, com queda de 0,48%.
Para o feijão-carioca classificado com notas 8 e 8,5, o cenário seguiu tendência semelhante. A praça de Sorriso (MT) registrou a cotação mais baixa, cotada a R$ 277,32 por saca, enquanto São Paulo manteve o teto mais alto, com média de R$ 327,87. Contudo, a maior desvalorização diária para esta especificação ocorreu na região do Centro e Noroeste Goiano, que marcou uma variação negativa de 1,40% no dia.
No segmento do feijão-preto tipo 1, o destaque positivo de valorização ficou com a região do Oeste Catarinense, que apresentou preços 3,56% superiores aos verificados na sessão anterior. Entre as praças monitoradas, o estado de São Paulo voltou a registrar a cotação mais cara para o grão preto, atingindo R$ 298,75 por saca de 60kg. Em contrapartida, o menor preço nacional para essa variedade foi encontrado na metade sul do Paraná, onde a saca foi negociada a R$ 264,97.
Fonte:: canalrural.com.br


