O mercado imobiliário residencial em Curitiba continua em ritmo de expansão, impulsionado pela alta confiança de investidores e compradores. Entre os diversos bairros da capital paranaense, a região central se destaca de maneira expressiva, consolidando-se como o destino mais procurado por quem deseja adquirir um imóvel usado, seja com o objetivo de moradia própria ou como alternativa de investimento a longo prazo.
De acordo com os levantamentos mais recentes divulgados pelo Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), através do seu braço de estatísticas Secovi Inteligência, o Centro de Curitiba responde por 9,7% de todas as negociações fechadas nesse segmento, garantindo a liderança isolada no ranking de preferência da cidade.
Logo atrás da região central, o bairro CIC aparece na segunda colocação, concentrando 5,8% das transações. A preferência demonstra uma distribuição dinâmica na capital, acompanhada de perto pelo Boqueirão, que registra 5,3% das preferências. Completando o panorama dos bairros mais visados, as localidades de Boa Vista e Portão dividem espaço na demanda, registrando um empate técnico com 4,3% das buscas cada uma.
O bom momento do setor não se restringe apenas à localização geográfica, refletindo-se diretamente nos índices de Velocidade de Venda. No oitavo mês do ano, a Venda de Usados Sobre a Oferta (VUSO) para o setor residencial atingiu a marca de 5%. O índice igualou o desempenho verificado no mês de março, representando o patamar mais elevado do ano corrente e o maior volume desde agosto do período anterior.
Em termos comparativos, o indicador mensal apresentou uma aceleração importante, ficando 1,3 ponto percentual acima do volume registrado no mês imediatamente anterior. Na comparação anual, o crescimento foi de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, evidenciando a solidez e a constância na retomada das atividades de compra e venda.
Paralelamente ao mercado de habitações prontas, o segmento de terrenos também apresentou sinais positivos de recuperação e dinamismo. A Venda Sobre a Oferta (VSO) de lotes igualou em agosto os melhores desempenhos acumulados nos meses de março e de junho, registrando um índice de 2,6%. O resultado superou em 1,1 ponto percentual o patamar apurado em julho e ficou 0,9 ponto percentual acima do verificado no mesmo mês do ano anterior.
Condições de pagamento e modalidades mais procuradas
Outro fator de destaque que tem animado corretores, construtores e incorporadores na capital paranaense diz respeito ao comportamento financeiro dos compradores. As modalidades de pagamento adotadas para a aquisição dos bens revelam um cenário de maior facilidade de acesso ao crédito imobiliário. Os financiamentos bancários corresponderam a 70,6% de todas as negociações efetivadas ao longo do mês, configurando o maior patamar registrado desde julho do ano anterior.
No que diz especificamente respeito aos tipos de imóveis que lideram a preferência do consumidor curitibano, as residências localizadas em condomínios fechados, construídas em alvenaria e com dois dormitórios, continuam dominando a ponta das buscas. Os dados oficiais de velocidade de venda mostram que a comercialização dessas unidades avançou 3,4 pontos percentuais, passando a representar patamares expressivos dentro da oferta disponível no mercado local.
Em sequência aos domicílios em condomínios fechados, a demanda se voltou fortemente para os apartamentos de três dormitórios, que registraram uma alta expressiva de 2,6 pontos percentuais e alcançaram uma VUSO de 7,4%. O mesmo percentual de desempenho foi observado entre as unidades de dois dormitórios, que avançaram 2,1 pontos percentuais em comparação direta com os volumes negociados no mês anterior.
Para analistas e representantes do setor, os números demonstram uma resiliência notável da economia local no setor de habitação. Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Secovi Inteligência, avalia que o comportamento do mercado surpreendeu positivamente, mesmo em períodos em que historicamente o ritmo tende a desacelerar devido a fatores externos, como incertezas políticas ou corridas eleitorais.
“Mesmo em um período em que as pessoas costumam aguardar o resultado da corrida eleitoral, a velocidade de venda dos imóveis tem subido, assim como a de terrenos, o que demonstra a confiança do investidor e do incorporador. Os financiamentos ultrapassaram os 70%, o que é considerado um marco, e são outro indicador positivo”, pontua o dirigente do setor imobiliário paranaense.
Fonte:: bemparana.com.br


