Moraes homologa redução da pena de hacker após aprovação no Enem

Redação Rádio Plug
Foto: © Lula Marques/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu aval para a redução de 100 dias na pena do hacker Walter Delgatti, que foi condenado pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão foi formalizada no dia 31 de março.

Essa diminuição na pena é garantida por lei e ocorreu após Delgatti ter se destacado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas em privação de liberdade.

Decisão de homologação

Na sua decisão, Moraes afirmou: “Defiro parcialmente o pedido para homologar, para fins de remição, um total de 100 dias que deverá ser remido da pena de Walter Delgatti Neto, correspondentes à sua aprovação integral no ENEM PPL 2025.”

Histórico da condenação

Walter Delgatti foi condenado em maio de 2025 por ter invadido o site do CNJ a mando da ex-deputada Carla Zambelli, que também enfrentou problemas legais relacionados ao caso. Durante a invasão, Delgatti emitiu um mandado de prisão falso contra o próprio Alexandre de Moraes, o que se tornou um dos pontos centrais do processo judicial.

Atualmente, Delgatti cumpre pena em regime semiaberto. Antes de ser transferido para este regime, ele cumpriu um total de um ano, onze meses e cinco dias de prisão, o que corresponde a 20% da sua pena total. Com a homologação da redução da pena, ele se beneficia da diminuição do período que já cumpriu.

Implicações e contexto

A decisão do STF traz à tona a discussão sobre a remição da pena através da educação, em especial para aqueles que estão em situação de privação de liberdade. O Enem PPL é uma alternativa importante para que esses indivíduos tenham acesso a oportunidades de aprendizado e, consequentemente, possam reduzir suas penas.

Esse recente julgamento de Moraes também reflete a postura do Judiciário em relação às questões que envolvem a tecnologia e a segurança digital, uma vez que trata-se de um caso de grande repercussão, envolvendo temas delicados como a invasão de sistemas governamentais e a emissão de documentos falsos.

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Com esta decisão, Moraes manifesta um entendimento sobre a importância da educação e reabilitação para detentos, além de reafirmar a seriedade do sistema judiciário em abordar crimes cibernéticos.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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