Nove municípios do Paraná deram início à elaboração de estratégias para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como enchentes, secas e ondas de calor. A ação foi realizada durante a primeira Oficina de Governança do programa AdaptaCidades, na última sexta-feira (12), em Foz do Iguaçu, localizada na região Oeste do estado, durante o Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas).
Os municípios que fazem parte dessa etapa inicial da iniciativa são: Araucária, Campo Largo, Cascavel, Colombo, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Maringá, São José dos Pinhais e União da Vitória. Um décimo município ainda será adicionado ao grupo, totalizando dez cidades envolvidas no projeto.
Esse movimento marca o começo da construção dos planos municipais de adaptação climática, que terá um ciclo de trabalho previsto para durar entre 12 a 14 meses. Durante esse período, as cidades precisam identificar suas vulnerabilidades, mapear os riscos climáticos e definir ações que visem aumentar a resiliência urbana diante de eventos extremos, que estão se tornando cada vez mais frequentes.
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O AdaptaCidades faz parte do Programa Cidades Verdes Resilientes, que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Cidades (MCid). No estado, a iniciativa é desenvolvida em colaboração com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e conta com suporte técnico da Agência Alemã de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ).
A coordenadora de Ação Climática e Relações Internacionais da Sedest, Walquíria Biscaia, ressaltou a relevância do encontro inicial: “A iniciativa atenderá dez municípios paranaenses na elaboração de seus planos de adaptação climática. Este primeiro encontro é essencial para capacitar as equipes técnicas e promover a integração entre municípios, Estado e governo federal”.
Pedro Christ, analista ambiental do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, destacou que a oficina representa a primeira fase de uma metodologia estruturada que visa apoiar os municípios na criação de seus planos de adaptação. Ele comentou: “Aqui, discutimos a governança dentro dos municípios, ou seja, a forma como organizamos o processo de construção dos planos de adaptação climática. A próxima etapa será avaliar as vulnerabilidades e os riscos climáticos de cada município”.
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De acordo com Christ, o processo completo abrange oito etapas e deverá ser finalizado entre 12 e 14 meses. “O mais importante é conseguirmos alinhar esforços entre o governo federal, os estados e os municípios para que os resultados cheguem realmente à população”, finalizou.
A programação da oficina incluiu atividades focadas na formação da governança climática local, determinação de responsabilidades institucionais e construção de estratégias para a condução do processo de elaboração dos planos municipais.
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COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
A iniciativa ainda conta com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), entidade técnica encarregada de ajudar na implementação da metodologia em diversos estados brasileiros.
Isadora Buchala, representando a GIZ, explicou que a oficina visa preparar os municípios para uma fase crucial do processo: a construção da governança climática. “A governança climática requer o envolvimento de diversos setores e instituições. Trabalhamos conceitos de governança multinível, mapeamento de atores e definição de responsabilidades para que os municípios consigam conduzir esse processo de maneira estruturada”, detalhou.
Segundo ela, o Paraná se destaca pela articulação entre o governo estadual e os municípios participantes. “O Estado assume um papel estratégico para coordenar e acompanhar os trabalhos iniciados durante a oficina, fortalecendo a conexão entre os municípios e a coordenação nacional da iniciativa”.
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Entre os presentes na oficina, estava Tânia Nunes Galvão, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Iplam). Representando um dos municípios selecionados para o programa, Tânia avalia que as cidades já enfrentam os efeitos das mudanças climáticas e necessitam de uma resposta ágil. “Estamos vivendo um cenário alarmante e, em muitos aspectos, reagindo de forma tardia aos impactos que já se manifestam em nossas cidades”, enfatizou.
PRÓXIMOS PASSOS
A oficina em Foz do Iguaçu simboliza o início da fase prática do programa AdaptaCidades no Paraná. Durante o encontro, os representantes municipais estiveram envolvidos em atividades para identificar atores estratégicos, definir responsabilidades, formar redes de governança e planejar as futuras etapas do processo.
A expectativa agora é que os municípios avancem para a fase de diagnóstico, onde irão identificar as principais vulnerabilidades climáticas de cada região. Com base nesse levantamento, serão desenvolvidas as estratégias locais de adaptação, visando minimização dos impactos das mudanças climáticas.
Fonte:: parana.pr.gov.br




