Paraná planeja aporte de até R$ 350 milhões em fundo contra desastres ambientais

Redação Rádio Plug
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Fazenda.pr.gov.br

O estado do Paraná planeja investir até R$ 350 milhões até 2029 em uma iniciativa destinada a fortalecer a Reserva de Enfrentamento de Desastres (RED), que é uma parte do Fundo Estratégico do Paraná (FEPR). Este projeto será gerenciado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), em colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o objetivo de assegurar que haja recursos disponíveis de forma imediata para proteger a população e minimizar os impactos sociais, econômicos e estruturais provocados por desastres naturais.

A principal meta é acelerar a capacidade de resposta do estado em situações de emergência, como o tornado que afetou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu em novembro de 2025. Com essa medida, o Paraná poderá contar com uma reserva preparada para atender a população nos momentos críticos.

O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, afirma que essa abordagem representa uma mudança estratégica significativa, colocando o estado em uma posição mais favorável para enfrentar emergências climáticas, que ocorrem com uma frequência crescente. “Estamos transitando de uma postura reativa para uma preventiva. Com esta reserva, o Paraná terá condições de agir rapidamente diante de desastres, assegurando vidas e diminuindo prejuízos”, ressalta Ortigara.

Atualmente, a Reserva de Desastres é alimentada com 20% dos recursos livres que são destinados ao Fundo. A expectativa é de que a quantia disponível cresça anualmente, atingindo o limite de R$ 350 milhões até 2029, desde que não haja necessidade de utilizar os fundos durante esse período. As projeções indicam um crescimento progressivo: cerca de R$ 148 milhões poderão estar disponíveis em 2026, aumentando para R$ 209 milhões em 2027, R$ 273 milhões em 2028 e, finalmente, alcançando o teto estipulado.

Caso ocorram desastres naturais, os recursos poderão ser utilizados para ações emergenciais, o que poderá impactar o ritmo de crescimento da reserva. Contudo, o modelo contempla revisões periódicas para garantir a sustentabilidade do fundo.

A diretora do Tesouro Estadual, Carin Deda, explica que o planejamento envolve uma análise técnica cuidadosa, com o intuito de assegurar que os recursos públicos sejam aplicados de maneira eficiente, aumentando a capacidade do estado de enfrentar eventos extremos. “A proposta é preparar o Paraná, dotando-o de uma estrutura que reaja rapidamente e com planejamento a eventos climáticos que estão se tornando cada vez mais comuns”, conclui Deda.

Recentemente, durante uma missão técnica realizada na Sefa, o BID apresentou estratégias para auxiliar na estruturação e aplicação dos recursos do Fundo Soberano. As discussões abordaram instrumentos financeiros, modelo de governança e os próximos passos para a implementação, consolidando diretrizes abrangentes que vão além de uma única linha de atuação do fundo.

Nessa perspectiva, uma vez que o teto de R$ 350 milhões destinado à reserva de desastres seja alcançado, o estado do Paraná poderá direcionar novos investimentos para outras áreas consideradas estratégicas, mantendo critérios que estejam alinhados aos padrões internacionais de sustentabilidade.

Entre essas diretrizes encontram-se os princípios estabelecidos pelo Acordo de Paris, que guiam a adoção de práticas que busquem mitigar os impactos climáticos, adaptar-se a riscos e fortalecer a resiliência. A prática disso significa que as iniciativas apoiadas pelo fundo, em setores como energia, logística e agroindústria, precisarão integrar soluções que reduzam impactos ambientais, aumentem a eficiência e garantam maior adaptação a fenômenos climáticos, assegurando que o desenvolvimento econômico se alinhe à sustentabilidade a longo prazo.

Fonte:: fazenda.pr.gov.br

Advertisements
Compartilhe este artigo