O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou um total de 20.530 pedidos de registro de candidatura voltados para o pleito deste ano. O volume representa uma retração de 8.732 solicitações em comparação com a disputa eleitoral realizada em 2022, conforme os dados consolidados e atualizados pelo órgão na manhã de uma terça-feira.

A análise detalhada do perfil dos concorrentes demonstra que a participação masculina segue liderando o cenário político formal, somando 13.374 registros, o equivalente a 65% do total. Em contrapartida, as mulheres representam 35% das candidaturas homologadas preliminarmente, totalizando 7.156 nomes na disputa. No quesito raça, mais de 10 mil postulantes informaram possuir cor branca, enquanto o setor empresarial desponta com 2,576 representantes buscando cargos eletivos.
As demandas protocoladas junto à Justiça Eleitoral englobam as diferentes esferas do Poder Executivo e Legislativo, abrangendo disputas para a Presidência e a respectiva vice-presidência da República, governador e vice-governador nos estados, senador com seus respectivos suplentes, além das vagas para deputado federal, estadual e distrital.
Entre os cargos em disputa, a maior concentração de pretendentes está voltada para a função de deputado estadual, que acumulou 11.103 registros oficiais. Na sequência dos postos mais visados aparecem as cadeiras de deputado federal, com 7.363 registros; o cargo de deputado distrital, somando 420 nomes; as vagas para o comando dos governos estaduais e do Distrito Federal, com 196 postulantes; a disputa ao Senado Federal, que contabilizou 315 inscrições; e a corrida pela Presidência da República, que registrou 13 chapas ou candidatos.
O panorama de concorrência por vaga aponta índices mais acirrados nas disputas para o legislativo distrital, alcançando a marca de 17,5 candidatos por vaga disponível. Logo atrás, o cargo de deputado federal apresenta uma média de 14,88 concorrentes para cada posição em jogo.
Identidade de gênero
No que tange à autodeclaração de identidade de gênero informada ao sistema da Justiça Eleitoral, a grande maioria dos candidatos, correspondendo a 11.758 pessoas ou 99,07% do total, identificou-se como cisgênero, termo utilizado quando há correspondência entre a identidade de gênero e o sexo biológico de nascimento. Outros 107 concorrentes declararam-se transgênero, representando 0,9%, ao passo que 3 participantes optaram por não fornecer essa informação, equivalendo a 0,03%.
Adicionalmente, os registros disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral indicam a presença de 53 candidatos que formalizaram o pedido de utilização do nome social durante o processo eleitoral.
Distribuição por faixa etária
A radiografia da idade dos candidatos demonstra que a faixa etária mais representativa é formada por pessoas que possuem entre 45 e 49 anos de idade, grupo responsável por 3.538 pedidos de registro. O perfil etário segue com forte presença do grupo situado entre 50 e 54 anos, que contabilizou 3.176 inscrições.
Na sequência das faixas etárias com maior volume de candidaturas aparecem os postulantes com idade compreendida entre 40 e 44 anos, somando 2.986 registros, e aqueles na faixa dos 55 aos 59 anos, totalizando 2.581 inscrições homologadas preliminarmente.
Raça e cor declaradas
Ao analisar a composição étnica dos candidatos, os dados oficiais revelam que 10.013 pessoas se autodeclararam brancas, o que representa 48,77% do universo total de registros. O grupo de candidatos que se declarou pardo vem logo atrás, reunindo 7.418 pessoas, ou 36,13% do montante.
Os candidatos autodeclarados pretos somam 2,8 mil registros, alcançando 13,64% da participação geral. Completam as estatísticas raciais do pleito os candidatos indígenas, que totalizam 191 registros, correspondendo a 0,93%, e os postulantes de cor amarela, com 108 inscrições, o que representa 0,53%.
Grau de instrução
O nível de escolaridade dos participantes da disputa evidencia um predomínio histórico de pessoas com formação acadêmica avançada. A maior parte das solicitações de candidatura partiu de indivíduos que declararam possuir o ensino superior completo, índice que alcança 58,57% do total.
Em seguida, destacam-se os concorrentes com ensino médio completo, que representam 21,41% das inscrições. Os candidatos com ensino superior incompleto aparecem com 10,58%, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto (3,56%), ensino fundamental incompleto (2,94%) e ensino fundamental completo (2,58%). Os dados apontam ainda que 73 candidatos, ou 0,36% do total, declararam possuir apenas a habilidade de ler e escrever.
Participação de povos indígenas
Dentre os 191 registros efetuados por candidatos pertencentes a comunidades originárias, a representatividade se divide entre diferentes etnias. Os postulantes da etnia Makuxí lideram esse segmento com 13 registros, o que equivale a 8,13%. Logo depois figuram os candidatos Guarani Kaiowá, somando 12 registros ou 7,5%.
O levantamento também aponta a presença de oito candidatos de etnias não especificadas (5%), sete da etnia Guaraní (4,38%), sete Mundurukú (4,38%), sete Múra (4,38%), sete que não souberam precisar sua etnia específica (4,38%) e seis representantes da etnia Terena (3,75%).
Atividades profissionais e ocupação
No que tange à ocupação declarada no momento do registro, os empresários mantêm a posição de destaque como o grupo mais numeroso entre os candidatos, totalizando 2.576 registros. A categoria profissional é seguida por advogados, com 1.691 inscrições, e por pessoas que já exercem mandatos como deputados, somando 874 nomes.
O perfil ocupacional engloba ainda vereadores em exercício, que totalizam 811 candidaturas, policiais militares (569), médicos (558) e servidores públicos estaduais (541). Ademais, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral registrou que 2.709 candidatos foram enquadrados na categoria genérica de outras ocupações profissionais.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br





