Programa Prime inicia capacitação empreendedora para pesquisadores

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Seti.pr.gov.br

Um grupo de 108 pesquisadores e 35 empreendedores deu início, nesta quarta-feira (6), às atividades de capacitação da sexta edição do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). Essa iniciativa é promovida pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Fundação Araucária e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR).

O programa visa estimular a transformação de pesquisas científicas em produtos, serviços e novos negócios, além de promover o registro de patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Ao final do processo de capacitação, dez projetos serão escolhidos para receber um aporte de R$ 200 mil do Fundo Paraná, destinado ao fomento científico e tecnológico. Nesta edição, o representante do projeto mais bem avaliado terá a oportunidade de participar do Web Summit Lisboa 2026, um dos mais reconhecidos eventos internacionais na área de tecnologia e inovação.

As atividades estão programadas para ocorrer entre maio e agosto, por meio de um modelo de ensino a distância (EAD), que inclui workshops e mentorias coletivas, oferecidos pelo Sebrae/PR. Os temas abordados nas aulas incluem modelo de negócios, Inteligência Artificial (IA), modelagem financeira, sustentabilidade e direitos de propriedade industrial. Além disso, os participantes terão a chance de apresentar seus projetos a possíveis parceiros e patrocinadores ao longo do programa.

Os projetos estão organizados em cinco áreas de interesse conforme a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti-PR). A área de biotecnologia e saúde se destaca com o maior número de projetos, totalizando 39% das inscrições, seguida pela área de agricultura e agronegócios, que representa 22% do total.

A categoria de educação e cultura corresponde a 16% das inscrições, enquanto a de energias sustentáveis abrange 11% e cidades inteligentes 7%. Os projetos inscritos estão sendo desenvolvidos em diversas regiões do estado, além da capital, Curitiba.

Dos 143 inscritos, aproximadamente 30% pertencem a instituições do sistema estadual de ensino superior, com um total de 44 projetos. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) lidera em número de submissões, com 37 propostas. Uma das iniciativas em desenvolvimento nessa instituição é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) que utiliza uma superfície inteligente capaz de mudar de cor ao entrar em contato com gases tóxicos, focando na segurança dos trabalhadores em ambientes industriais.

A pesquisadora Emilly Karoline Tonini Silva Volante, do laboratório têxtil da UTFPR em Apucarana, destacou que a inscrição do projeto no Prime tem como objetivo transformar uma pesquisa com alto potencial tecnológico em uma solução prática. “Com o suporte do programa, será possível estabelecer parcerias industriais e ampliar o alcance da patente para alcançar um produto final que gerará um impacto real na indústria”, afirmou.

Entre as 43 propostas apresentadas por pesquisadores das universidades estaduais, destaca-se o projeto “Bioconcreto”, que visa desenvolver um concreto com capacidade de autorreparo. A iniciativa está sendo conduzida pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e busca aumentar a durabilidade das estruturas e reduzir os custos de manutenção. Para isso, a tecnologia emprega uma embalagem hidrossolúvel que se dissolve durante a preparação do concreto, o que resulta em uma otimização do tempo de obra.

A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Tecnologia da UEM, Cristiane Mengue Feniman Moritz, ressaltou a importância do acesso ao ecossistema de inovação do estado para acelerar a validação comercial do Bioconcreto. “O Prime será crucial para potencializar o posicionamento do Bioconcreto como uma solução inovadora e sustentável no mercado. Ele também contribuirá para aumentar a competitividade em relação às tecnologias tradicionais e para a longevidade das estruturas no setor da construção civil”, concluiu.

TRAJETÓRIA – Lançado em 2021, o Programa Prime se consolidou como uma política pública estratégica na área de ciência e tecnologia do Paraná, promovendo a conexão entre a produção acadêmica e as demandas do mercado. Desde sua primeira edição, um total de 369 pesquisadores já participou do programa.

Fonte:: seti.pr.gov.br

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